A produção de pelotas de minério de ferro nas seis usinas da Vale, em Tubarão, bateu em 5,02 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O volume é 35,1% acima do que foi produzido nos primeiros três meses de 2025, 3,7 milhões de toneladas, avançou em 2,8% na comparação com as 4,89 milhões de toneladas que saíram das usinas no quarto trimestre do ano passado. As linhas capixabas tiveram resultado mais forte que a média geral das pelotizadoras, que ampliaram a sua produção em 14% na comparação com o início do ano passado. Os dados foram divulgados na noite de terça-feira (28), junto com os resultados da companhia.
De acordo com a mineradora, o avanço mais forte de Tubarão reflete a maior disponibilidade de pellet feed (minério de alta qualidade) vindo de Itabira, em Minas Gerais. A expectativa é de produção forte pelo menos até o terceiro trimestre. A guerra no Oriente Médio é a responsável. Em meados de março, a produção nas plantas de pelotização de Omã, que fica bem perto do Irã, epicentro do conflito, foi interrompida, assim como a construção de uma nova unidade. A estimativa da Vale é de que as usinas de lá retomem as operações apenas no final do terceiro trimestre, portanto, no mês de setembro. Durante esse período, o pellet feed que iria para Omã será redirecionado para as plantas de Tubarão e para vendas de finos. A estimativa para a produção de aglomerados, em 2026, apesar do fechamento temporário de Omã segue inalterada: entre 30 e 34 milhões de toneladas.
Portanto, teremos mais produção nas usinas capixabas e um movimento maior no Porto de Tubarão, com impactos relevantes no PIB (Produto Interno Bruto) industrial capixaba e na arrecadação de impostos.
O aumento da demanda em Tubarão é uma ótima notícia para a economia capixaba. Desde 2019, após o rompimento da barragem de Brumadinho, o que obrigou a Vale a fazer uma série de correções em suas minas, em Minas Gerais, que a produção de pelotas em Vitória e que o movimento de minério pela Estrada de Ferro Vitória-Minas e pelo porto de Tubarão, que é um dos maiores do mundo, vêm claudicando. Algumas pelotizadoras chegaram a ficar fechadas para reformas. Agora, todas estão operando e com boa utilização de capacidade.
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