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Sergio Moro diz que com vídeo de reunião "a verdade foi exposta"

A gravação da reunião foi citada por Moro como prova de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Ela teve o sigilo liberado pelo STF

Publicado em 22/05/2020 às 21h41
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
Ex-ministro Sergio Moro defendeu a divulgação do vídeo da reunião . Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou na noite desta sexta-feira (22) que a "verdade foi exposta", após a divulgação da gravação da reunião ministerial de 22 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira.

"A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do Diretor Geral da PF e a troca na superintendência do RJ", disse o ex-juiz no Twitter, acrescentando que "cada um pode fazer a sua avaliação" sobre os outros temas exibidos no vídeo.

A gravação da reunião foi citada por Moro como prova de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Ele mencionou o vídeo em seu depoimento à PF, após pedir demissão do Ministério da Justiça.

O interesse do presidente na superintendência da PF no Rio é um dos pontos principais da investigação. Moro saiu do governo após Bolsonaro exonerar o então diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo. E um dos primeiro atos do novo diretor-geral da PF, Rolando de Souza, foi trocar o diretor da PF no Rio.

Bolsonaro nega que, durante a reunião, tenha defendido a troca na direção da PF do Rio para evitar que familiares e aliados fossem prejudicados. Segundo o presidente, quando falou sobre troca em "sua segurança", ele se referia à segurança pessoal e de sua família no Rio.

O vídeo da reunião foi divulgado na tarde de hoje pelo relator do caso, ministro Celso de Mello. Na decisão, o ministro solicitou apenas supressão de poucos trechos relacionados a assuntos de Estado, em que havia menção a outros países.

(com informações de agências)

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