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Franca, em SP, decide manter quarentena até o dia 22 só para comércio

As indústrias poderão já abrir na próxima semana, de forma gradual e, segundo a prefeitura, seguindo medidas de segurança

Publicado em 07/04/2020 às 18h42
Coronavírus - Covid19
Coronavírus - Covid19 . Crédito: Line2art/Pixabay

A Prefeitura de Franca (a 400 km de São Paulo) publicará nesta terça-feira (7), em edição extra do Diário Oficial, a decretação de estado de calamidade no município devido à pandemia do novo coronavírus, mas com reabertura das indústrias a partir da próxima segunda-feira (13).

Pelo decreto, o comércio seguirá fechado até o próximo dia 22, conforme estabelece decisão do governo do estado, anunciada nesta segunda (6). Mas as indústrias poderão já abrir na próxima semana, de forma gradual e, segundo a prefeitura, seguindo medidas de segurança.

Franca é um dos principais polos calçadistas do país, especializado na fabricação de calçados masculinos.

De acordo com a administração, a decisão foi tomada após reuniões entre o prefeito Gilson de Souza (DEM), secretários municipais e representantes dos dois sindicatos ligados à indústria calçadista, o patronal e o dos trabalhadores.

Via assessoria, Gilson disse que a atual semana é mais curta, por conta do feriado prolongado, e por isso ficou definido que as indústrias utilizariam os próximos dias "para se reorganizarem".

O setor fechou 2019 empregando em média 17.598 trabalhadores na cidade do interior paulista. Entre as regras previstas para o retorno estão, nos casos de empresas com até 50 funcionários, a adoção de mais turnos de trabalho e oferecimento de álcool em gel e o afastamento de pessoas de grupos de risco.

Já as indústrias maiores terão de apresentar plano de trabalho atestado por um médico com ações de segurança e cuidados com a saúde dos empregados, entre eles a medição da temperatura corporal das pessoas.

Sobre o comércio, a prefeitura recebeu um plano de trabalho da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) pedindo a reabertura. Gilson vai apresentá-lo ao governo paulista "na tentativa de encontrar alguma flexibilização para o comércio francano voltar a funcionar antes". A cidade tem cinco casos confirmados da Covid-19.

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