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Bolsonaro ironiza Anitta após publicação e cantora rebate com montagem

Bolsonaro ironiza Anitta após publicação e cantora rebate com montagem

Artista publicou foto da mão do presidente e, depois, mudou as palavras escritas como 'colas' para entrevista no Jornal Nacional

Publicado em 23 de agosto de 2022 às 15:59

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SÃO PAULO - A cantora Anitta, 29 anos, foi uma das celebridades que comentaram a entrevista do presidente Jair Bolsonaro (PL) concedida ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de segunda-feira (22). De início, ela compartilhou uma foto da mão do político, que tinha escrito as palavras "Nicarágua", "Argentina", "Colômbia" e "Dário Messer", como uma espécie de "cola".

Pouco tempo após o tuíte da cantora, o presidente compartilhou um print da publicação - que acumula 800 mil curtidas - em seu perfil do Instagram e escreveu: "Obrigado, Anitta. Se possível, pesquisem sobre os temas".

Depois disso, a cantora apagou o primeiro tuíte e compartilhou uma montagem. "Traduzindo o que tava escrito porque tava meio ilegível", escreveu ela na legenda do tuíte.

Na montagem estava escrito: "Mentir", "Roubar obra do Lula", "Defender corrupto no MEC [Ministério da Educação]" e "Negar desmatamento". O tuíte já tem mais de 193 mil curtidas.

Em seguida, ela compartilhou outra montagem da mão do político. A foto era de Alessandro Molon, candidato ao cargo de deputado federal, e tinha escrito "Lula 13, Molon 400". "Cola aí", disse o político na legenda. "Eu colando no dia de votar", completou Anitta.

Após a entrevista, o candidato à reeleição, fez algumas publicações em seu perfil do Instagram. Em uma delas, ele aparece ao lado de uma televisão ligada no canal SBT. "Bastidores Rede Globo. Boa noite a todos!", escreveu ele na legenda da publicação. "Curso de deboche", respondeu uma internauta.

O QUE BOLSONARO PODERIA TER DITO SOBRE AS 'COLAS' NA MÃO

Jair Bolsonaro manteve a "cola" escrita à caneta na palma de sua mão esquerda, usada para sabatina do Jornal Nacional, no dia seguinte à entrevista realizada às 20h30.

Ele mostrou as anotações durante discurso em evento de abertura do congresso AçoBrasil desta terça-feira (23), que congrega as empresas brasileiras produtoras de aço. A cerimônia ocorreu em São Paulo (SP)

As palavras escritas na mão são "Nicarágua", "Argentina", "Colômbia" e "Dário Messer". As três primeiras envolvem países com governos de esquerda - Gustavo Petro na Colômbia, Alberto Fernández na Argentina e Daniel Ortega na Nicarágua.

Já Dário Messer repercutiu como o "doleiro dos doleiros", que afirmou ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que fazia repasses à família Marinho. A informação foi publicada pela revista Veja em 2020.

Apesar disso, nenhum desses tópicos foi mencionado por Bolsonaro durante a entrevista, que durou cerca de 40 minutos.

Essa é a terceira vez que Bolsonaro usa colas em suas mãos: nas eleições de 2018, em sua primeira entrevista ao Jornal Nacional, o então candidato escreveu os termos "Deus", "família" e "Brasil". Já no debate da Rede TV!, no mesmo ano, ele anotou as palavras "pesquisa", "armas" e "Lula" na palma da mão.

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