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Deixa cargo

Abraham Weintraub oficializa demissão do Ministério da Educação

Apesar de contar com o apoio de bolsonaristas, saída do ministro era esperada após polêmicas com ministros do STF

Publicado em 18 de Junho de 2020 às 16:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 jun 2020 às 16:09
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em fevereiro
O ministro da Educação Abraham Weintraub deixou o cargo Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (18) a demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação. A queda foi confirmada em um vídeo publicado em rede social em que os dois comunicam a exoneração.
Na gravação, Weintraub disse que "desta vez é verdade" a sua saída. "Não quero discutir os motivos de minha saída", afirmou. Ele disse recebido um convite para ser diretor do Banco Mundial.
Weintraub cai após um longo desgaste político com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), agravado com o episódio do último domingo (14) em que compareceu a um protesto em Brasília de apoiadores do governo.
No vídeo de despedida, Weintraub agradeceu ao apoio e carinho que ele e a família estão recebendo.
"Nesse momento, não quero discutir os motivos de minha saída, não cabe, o importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de um banco - já fui diretor de um banco no passado - volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial. O presidente já referendou, e com isso eu, minha esposa, meus filhos e até minha cachorrinha Capitu vai poder ter a segurança que hoje, está me deixando muito preocupado", disse.
"Estou fechando um ciclo e começando outro. E é claro que sigo apoiando o senhor, como fiz nos últimos três anos que a gente se conheceu. Nesse período, vi um patriota, que defende os mesmos valores que sempre acreditei: família, liberdade, honestidade, franqueza, patriotismo e que tem Deus no coração", acrescentou. 
"Agradeço a honra que foi participar do seu governo, presidente, e desejo toda sorte e sucesso que o senhor merece nesse desafio gigante, que é tentar salvar o Brasil. Continuarei lutando pela liberdade, só que continuarei lutando de outra forma", concluiu.
Em seguida, Bolsonaro respondeu. "É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam em pé, e busco implementá-lo da melhor maneira possível. A confiança você não compra, adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando. O momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar pela liberdade. Eu faço o que o povo quiser", declarou o presidente.

SUBSTITUTO

Bolsonaro estuda nomear o secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, para o lugar de Abraham Weintraub no comando do Ministério da Educação. A exemplo de Weintraub, Nadalim é seguidor do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e defensor do homeschooling - a educação domiciliar, sem precisar necessariamente da escola regular.
A solução caseira atenderia ao desejo da ala ideológica do governo em ter um substituto que agrade a base bolsonarista.  Uma das possibilidades aventadas no Palácio do Planalto é Nadalim assumir de forma interina, dando tempo para que Bolsonaro encontre um nome para comandar a pasta de forma definitiva no futuro. Assim, o presidente repetiria o que fez no Ministério da Saúde, onde nomeou o general Eduardo Pazuello, até então secretário executivo, após a demissão de dois ministros.
Nadalim foi apontado com um dos articuladores para a demissão de Ricardo Velez, antecessor de Weintraub. Na época, militares e olavistas disputavam cargos importantes na pasta. Com a chegada de Weintraub, os ideológicos ganharam poder.
Filhos do presidente e "olavistas" do governo defendem um substituto “à altura” e com o mesmo perfil de Weintraub para agradar à base bolsonarista. Políticos e militares, que querem um desfecho até o final desta semana, tentam convencer Bolsonaro de que é preciso encontrar um nome que blinde a Presidência das polêmicas. (com informações do Estadão e Folha de S. Paulo)

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