À PF, Queiroz nega ter recebido informações sigilosas da Furna da Onça

Por videoconferência, ex-assessor parlamentar do senador Flavio Bolsonaro depôs desde o presídio de Bangu no âmbito do inquérito aberto para investigar denúncia do empresário Paulo Marinho, antigo aliado do presidente

Publicado em 29/06/2020 às 22h38
Atualizado em 29/06/2020 às 22h38
Prisão de Fabrício Queiroz em Atibaia, interior de São Paulo
Fabrício Queiroz foi preso em Atibaia, interior de São Paulo. Crédito: Divulgação/ Policia Federal

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz disse à Polícia Federal que não recebeu informações privilegiadas da Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro de 2018 e que levou à elaboração do relatório financeiro do Coaf que detectou suas movimentações financeiras. O ex-funcionário de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi ouvido nesta segunda, 29.

As informações foram divulgadas pelo portal G1 e pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, e confirmadas pelo Estadão.

Queiroz também disse que sua demissão do gabinete de Flávio foi a pedido, motivada por cansaço do trabalho, ao contrário da tese de que sua saída foi determinada após a família Bolsonaro tomar ciência do relatório do Coaf que mencionava suas transações financeiras.

Queiroz está preso em Bangu 8 desde o dia 18 de junho, quando foi detido em Atibaia (SP) nas investigações sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O depoimento foi tomado por videoconferência nesta tarde.

A Polícia Federal apura se houve vazamento de informações sigilosas da Furna da Onça à família Bolsonaro. A investigação foi aberta após o empresário Paulo Marinho, ex-aliado dos Bolsonaro, revelar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que um delegado da PF no Rio vazou informações da Operação Furna da Onça à campanha de Flávio Bolsonaro.

A operação não mirou o então deputado ou Queiroz, mas levou à produção do relatório do Coaf sobre as movimentações atípicas do ex-assessor, que teria sido demitido logo após o repasse da informação privilegiada.

Marinho também foi ouvido sobre suas acusações no inquérito que apura suposta interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal do Rio. Os termos da oitiva estão sob sigilo por ordem do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal e relator do caso.

OUTRO LADO

O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defende Fabrício Queiroz, disse que não iria comentar o caso em virtude de sigilo legal.

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