Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • TJ do Rio concede foro especial a Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
Em Habeas Corpus

TJ do Rio concede foro especial a Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas

Juiz de 1ª instância, Flávio Itabaiana, tinha autorizado medidas cautelares no caso, como mandados de busca e apreensão e a prisão de Fabrício Queiroz. Decisões  dele seguem mantidas, e caso vai para a 2ª instância

Publicado em 25 de Junho de 2020 às 15:13

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jun 2020 às 15:13
Senador Flavio Bolsonaro
A defesa de Flávio Bolsonaro alegava que ele tinha foro especial junto ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio porque era deputado estadual na época dos fatos Crédito: Jefferson Rudy/Ag. Senado
Uma semana após a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aceitou pedido de habeas corpus do senador Flávio Bolsonaro e concedeu a ele foro especial. Assim, o processo que investiga a prática de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa sairá das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, e irá para o Órgão Especial do TJ, colegiado formados por 25 desembargadores.
Foi Itabaiana quem autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário do senador e a prisão de Fabrício Queiroz, detido na última quinta-feira (18).
O pedido assinado pela advogada Luciana Pires questiona a competência da primeira instância para julgar o caso. A advogada argumenta que Flávio era deputado estadual na época dos fatos e que, portanto, teria foro especial.
Flávio é investigado desde janeiro de 2018 sob a suspeita de recolher parte do salário de seus empregados na Assembleia Legislativa do Rio de 2007 a 2018,  prática chamada de rachadinha. Os crimes em apuração são peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.
Segundo o Ministério Público, 11 assessores vinculados a Flávio repassaram pelo menos R$ 2 milhões a Queiroz, sendo a maior parte por meio de depósitos em espécie.
A Promotoria acredita que o senador lavou o dinheiro da rachadinha por meio de transações de compra e venda de imóveis e da franquia da loja Kopenhagen da qual é sócio.

HISTÓRICO DO CASO

Em fevereiro, Flávio Bolsonaro já havia sofrido uma derrota na 3ª Câmara Criminal. Na ocasião, os desembargadores mantiveram a decisão de Itabaiana que quebrou o sigilo bancário do filho do presidente.
Atendendo o pedido do senador que questionava a competência da 27ª Vara Criminal, a desembargadora Suimei Cavalieri havia chegado a interromper a investigação em março até que o caso fosse julgado pela Câmara. Ao final do mesmo mês, no entanto, a própria magistrada revogou sua decisão e permitiu a continuidade das apurações do Ministério Público.
A desembargadora reviu sua determinação após analisar a manifestação da Promotoria. Cavalieri avaliou que, como as sessões da Câmara estavam suspensas em função da pandemia do coronavírus, a interrupção poderia causar a prescrição do caso.
Em outro processo, o Ministério Público havia se posicionado favoravelmente à concessão de foro especial a Flávio. Em agosto, a procuradora Soraya Taveira Gaya, que atua na 3ª Câmara, afirmou que o senador teria cometido os supostos crimes "escudado pelo mandato que exercia a? e?poca".
Ela também disse que, sendo ele o filho do presidente Jair Bolsonaro, havia grande "interesse da nac?a?o no desfecho da causa e em todos os movimentos contra?rios à boa gesta?o pu?blica".
Contudo, o Gaecc (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção) do MP-RJ, responsável pela investigação, se manifestou contrário ao entendimento. Afirmou à Câmara que o foro especial se encerra com o fim do mandato, entendimento que para o grupo está consolidado há 20 anos.

SUSPENSÃO

A investigação contra Flávio já havia sido suspensa outras duas vezes, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Dias Toffoli.
Fux paralisou o procedimento em janeiro de 2019, durante o plantão do Judiciário, por também considerar a possibilidade de que Flávio contava com foro especial por ter sido eleito senador. O ministro Marco Aurélio Mello, relator natural do caso, arquivou a reclamação do filho do presidente e autorizou a investigação na primeira instância.
Toffoli, por sua vez, concedeu liminar para parar a apuração em julho de 2019 por considerar que o antigo Coaf havia repassado informações sobre movimentações suspeitas do senador com detalhamento excessivo. A tese foi derrubada no plenário do STF em novembro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Hugo Cibien conquista mais um pódio na Copa Truck
Após fratura no braço, piloto capixaba confirma retorno à Copa Truck em Cuiabá
Escola, sala de aula, aluno, escrita, tarefa
A escola de sua cidade sabe quem realmente cria as crianças que estudam lá?
Loja do Supermercados BH em Laranjeiras, na Serra
Nova loja dos Supermercados BH deve gerar 300 empregos em Vila Velha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados