O Espírito Santo não chegou até aqui por acaso. A estabilidade fiscal, a credibilidade institucional e a capacidade de investimento que hoje distinguem o nosso Estado são resultado de decisões responsáveis, planejamento consistente e compromisso com o interesse público.
Durante muitos anos, fizemos o dever de casa. Organizamos as contas públicas, fortalecemos os mecanismos de controle, modernizamos a gestão e criamos um ambiente seguro para quem deseja investir, produzir e gerar empregos. Essa base permitiu ao Espírito Santo atravessar crises nacionais com mais equilíbrio e previsibilidade do que a maioria dos estados brasileiros.
Hoje colhemos resultados concretos. O Espírito Santo mudou muito nos últimos anos. Somos reconhecidos nacionalmente pela solidez fiscal, pela capacidade de planejamento, pela estabilidade institucional e pelo volume de investimentos.
Dados recentes da execução orçamentária dos estados, divulgados pelo Tesouro Nacional agora em fevereiro, mostram que o Espírito Santo alcançou o maior percentual de poupança corrente em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), com 21,1%. Além disso, o Estado também ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de investimentos, destinando 20% de sua receita total a essa finalidade, o maior percentual entre as unidades da Federação.
Somos um Estado pequeno em território, mas com presença relevante na economia brasileira, com logística estratégica, forte inserção no comércio exterior e uma base produtiva cada vez mais diversificada.
O anúncio da construção da fábrica da GWM em Aracruz é um marco desse processo. Com capacidade de produção de 200 mil veículos por ano e geração de 10 mil empregos, a atração de uma indústria automotiva deste porte terá impacto significativo no adensamento de cadeias produtivas, desenvolvimento de fornecedores e geração de oportunidades para inúmeros negócios e serviços.
Mas desenvolvimento não é um ponto de chegada, é um processo permanente. E o Espírito Santo continua mudando, e vai continuar mudando porque tem rumo, tem ritmo. E esse ritmo está se acelerando.
O mundo passa por transformações profundas: novas tecnologias, transição energética, mudanças nas cadeias globais de produção e exigências cada vez maiores em relação à sustentabilidade. Estados que não se adaptarem a esse novo ambiente econômico perderão competitividade e oportunidades.
Por isso, o desafio atual não é substituir os fundamentos que nos trouxeram até aqui, mas ampliá-los. É atualizar políticas públicas, incorporar inovação, fortalecer a educação e preparar o Espírito Santo para os novos ciclos da economia.
Temos investido em infraestrutura estratégica, fortalecido polos regionais de desenvolvimento, ampliado programas de qualificação profissional e estimulado a diversificação produtiva. O interior do Estado ganha protagonismo, novas cadeias econômicas se consolidam e o ambiente de negócios se torna cada vez mais favorável ao empreendedorismo.
Esse movimento exige maturidade institucional. Exige diálogo com o setor produtivo, planejamento de longo prazo e responsabilidade na gestão pública. Exige compreender que estabilidade não é imobilismo, é base para avançar com segurança.
Os próximos anos trarão desafios importantes: ampliar a competitividade do Estado, preparar nossa economia para aumentar a sua complexidade, realizar uma transição energética consistente, reduzir desigualdades regionais e melhorar continuamente a qualidade dos serviços públicos.
Enfrentar esses desafios exige visão de futuro, mas também respeito pela trajetória construída. Estados que prosperam não vivem de improviso. Prosperam quando conseguem transformar experiência em capacidade de antecipar o amanhã.
O Espírito Santo construiu, ao longo das últimas décadas, um projeto de desenvolvimento baseado em equilíbrio, planejamento e responsabilidade institucional.
É essa maturidade que nos permite olhar para frente com confiança. Estamos no rumo certo e acelerando o ritmo.
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