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É vice-governador do Espírito Santo

Quando se sabe o rumo, vento a favor leva ainda mais longe

Ainda que o impulso recente tenha origem conjuntural, os resultados mostram que o Espírito Santo dispõe de condições estruturais que permitem transformar ciclos favoráveis em crescimento acima da média

  • Ricardo Ferraço É vice-governador do Espírito Santo
Publicado em 21/02/2026 às 04h00

Mais um resultado importante que comprova nossa afirmação de que o Espírito Santo é o Brasil que dá certo. Desta vez o destaque está na indústria capixaba, que em 2025 registrou crescimento acima da média nacional. Enquanto a produção industrial brasileira cresceu apenas 0,6% no ano, aqui a alta foi de 11,6%, o melhor resultado desde 2010. Os dados estão na Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho tem um componente conjuntural relevante, fortemente associado à expansão da indústria do petróleo. Fator também responsável pelo bom resultado do Rio de Janeiro. Retomada importante, reação positiva em um cenário nacional marcado por juros elevados e desaceleração da indústria de transformação.

Os dados revelam algo estruturalmente importante, a economia do Espírito Santo soube aproveitar ventos favoráveis. Em outras palavras, o ambiente econômico local mostrou capacidade de potencializar oportunidades abertas pelo ciclo externo e setorial, convertendo ganhos conjunturais em crescimento expressivo da atividade industrial.

Esse resultado não ocorre no vazio. Ele dialoga com características consolidadas da economia capixaba: uma base logística altamente competitiva, com portos eficientes e integração aos fluxos do comércio internacional; uma estrutura produtiva relativamente aberta e conectada ao mercado externo; e um ambiente institucional construído ao longo do tempo para reduzir riscos, dar segurança, aumentar previsibilidade e atrair investimentos produtivos.

O desempenho capixaba, portanto, reforça duas agendas estratégicas centrais. A primeira é a importância da atuação ativa do Governo do Espírito Santo no reforço das vantagens competitivas existentes, especialmente em logística, infraestrutura, incentivos públicos e atração de empresas industriais de maior qualidade tecnológica e maior valor agregado. A segunda é a necessidade de seguir ampliando e aprofundando a inserção internacional do Espírito Santo, aproveitando a vocação exportadora e a posição privilegiada para as cadeias globais de comércio.

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Indústria no ES. Crédito: Instituto Aço Brasil

Em síntese, ainda que o impulso recente tenha origem conjuntural, os resultados mostram que o Espírito Santo dispõe de condições estruturais que permitem transformar ciclos favoráveis em crescimento acima da média. Compromisso, planejamento de longo prazo e trabalho contínuo para converter bons momentos para gerar poupança permanente, reduzir dependências excessivas e ampliar a diversidade e a sofisticação da base industrial do Estado.

Ao mesmo tempo, nossa política de atração de investimentos está orientada para a diversificação produtiva, o adensamento das cadeias industriais e a incorporação de maior conteúdo tecnológico, reduzindo vulnerabilidades cíclicas.

Finalizo reforçando alguns pontos que estruturamos coletivamente: planejamento consistente, coordenação institucional e previsibilidade regulatória para consolidar um modelo de crescimento capaz de sustentar o dinamismo econômico do Espírito Santo para além dos ciclos favoráveis, principalmente, de commodities.

A partir do sucesso já alcançado seguimos olhando para frente, para avançar cada vez mais. Objetivo claro de transformar sucesso em inclusão compartilhada, com capacidade real de melhorar o dia a dia das pessoas em todos os 78 municípios capixabas.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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