Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Todas Elas
  • Keila sonhava em reformar a casa e voltar a morar próximo aos pais
Todas Elas

Keila sonhava em reformar a casa e voltar a morar próximo aos pais

Keila de Souza Oliveira era conhecida por sua personalidade forte e alegria. Ela foi morta após uma discussão com o companheiro em Cachoeiro de Itapemirim

Publicado em 04 de Abril de 2021 às 20:23

Beatriz Caliman

Publicado em 

04 abr 2021 às 20:23
Keila de Souza Oliveira, de 36 anos, era costureira de calçados
Keila de Souza Oliveira, de 36 anos, era costureira de calçados Crédito: Arquivo pessoal
Keila de Souza Oliveira, de 36 anos, era conhecida por sua personalidade forte e pela alegria, independentemente de qualquer problema. No bairro Coramara, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, os sonhos da costureira de calçados foram interrompidos na noite da última sexta-feira (02). Ela foi morta a tiros pelo companheiro, o pedreiro Lucimar de Souza Ramos, de 36 anos.
Amiga e cunhada da costureira, Regiane Cassa relembra que ela estava triste. Escreveu em uma mensagem de rede social que não poderia dar ovos de Páscoa aos dois sobrinhos neste domingo (04). “Keila ajudava a todos, uma pessoa de voz forte, alegre, e que sorria por mais que tivesse problemas. Fazia questão de sempre estar presente nas datas comemorativas em família”, descreve a cunhada.
Regiane conta que do primeiro casamento Keila teve dois filhos, que hoje têm 18 e 12 anos e vivem com os avós. O primeiro nasceu quando ela era ainda adolescente. “Desde cedo foi guerreira, trabalhava muito para dar tudo aos filhos. Tinha o sonho de reformar a casa próximo aos pais. Dizia que queria voltar a morar ali”, contou.

BRIGAS

Segundo Regiane, Keila tinha um relacionamento com Lucimar de Souza Ramos havia 4 anos, mas começaram a morar juntos há cerca de um ano, em outro ponto do bairro Cormara. A família conhecia pouco o companheiro de Keila, e o viam como uma pessoa reservada. A cunhada disse que nunca haviam presenciado cenas de violência entre o casal.
“Mas ela me contou que eles vinham brigando por coisas banais e que ele a ameaçou. Nós brigamos, conversamos, pedimos para que ela saísse desse relacionamento. Não sei se ela imaginava que poderia fazer ele mudar; não sabemos porque era algo quase doentio”.
A família deseja que o culpado pague pelo crime. “Esperamos que a justiça seja feita. Ela merece isso, assim como em todos os crimes. O que fica agora é a lembrança de seu sorriso alegre”, conclui Regiane.

O CRIME

Keila de Souza Oliveira foi atingida por quatro tiros disparos efetuados pelo companheiro. Em seguida, Lucimar tentou tirar a própria vida, mas não morreu. Ele segue hospitalizado em uma unidade de saúde de Cachoeiro de Itapemirim.
Polícia Civil informou que Lucimar foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe, com impossibilidade de defesa da vítima, e feminicídio. Assim que receber alta médica, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim. O procedimento será encaminhado à Justiça, com o pedido de conversão da prisão em flagrante para preventiva.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados