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Publicado em 10 de março de 2026 às 16:23
No mês em que os olhos estão mais voltados às questões femininas, a Organização das Nações Unidas (ONU) promove a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), em Nova York, nos Estados Unidos, e o governo do Espírito Santo está na comitiva brasileira que participa das discussões, visando ao enfrentamento da violência contra a mulher. >
O evento teve início na segunda-feira (9) e segue até o próximo dia 19 de março, com debates e apresentação de projetos e iniciativas de diversos países. Na quarta-feira (11), a Secretaria de Estado das Mulheres (Sesm) vai assinar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) no âmbito do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), com estratégias integradas dos Estados das duas regiões para prevenção à violência de gênero. A ênfase está em masculinidades saudáveis e plurais, incluindo programas educativos e grupos reflexivos com homens. O acordo vai priorizar a formação profissional e o monitoramento de reincidência.>
A subsecretária estadual de Políticas para Mulheres, Fabiana Malheiros, vai apresentar, como iniciativa bem-sucedida do Espírito Santo, o projeto "Homem que é Homem". A ação é voltada à reflexão e responsabilização de homens autores de violência doméstica familiar desenvolvida pela Polícia Civil, que visa à redução da reincidência da prática criminosa. >
"O enfrentamento da violência também passa pela mudança de comportamento e a forma de estar no mundo dos homens", defende Fabiana, acrescentando que o governo do Estado foi convidado pelo Ministério das Mulheres a integrar a comitiva brasileira.>
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Para a subsecretária, a participação é fundamental por se tratar de um espaço de articulação e aprendizado. "Aqui, podemos avaliar se estamos no rumo certo, conhecer experiências exitosas que podem ser adotadas. Mantemos contato com outros Estados, países e ONGs. Já estive debatendo política de cuidados com o México, participei de outra mesa com mulheres do Egito e vamos falar ainda sobre feminicídio. São vários espaços importantes para falar da política para as mulheres", conclui Fabiana. >
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