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Érica de Souza Prates deixou três filhos
Érica de Souza Prates deixou três filhos. Crédito: Montagem | A Gazeta

Érica foi morta pelo namorado antes de realizar o sonho de ter o próprio negócio

Érica de Souza Prates foi esfaqueada em 10 de outubro, voltando da comemoração de seu aniversário de 33 anos, e morreu dois dias depois

Colatina
Publicado em 21/10/2021 às 15h09

O dia do aniversário, 10 de outubro, era uma das datas que Érica de Souza Prates mais gostava. E todos os anos ela se esforçava para tornar a data especial, nem que fosse uma comemoração simples em casa, só para os mais próximos. No último aniversário de Érica, em que completou 33 anos, ela saiu para beber e se divertir. Um dia que deveria ser de comemoração, terminou em tragédia. Esse foi o último aniversário de sua vida. Ela foi esfaqueada e morta pelo namorado antes de poder realizar o sonho de ter o próprio negócio. 

Érica e o namorado Alcimar Domingos, de 34 anos, voltaram para casa, no bairro Interlagos, em Linhares, depois da comemoração. Segundo o pai dela, Valdeides Prates, eles discutiram porque Alcimar queria comprar mais bebidas, e a mulher se recusou a dar o dinheiro, e então foi esfaqueada pelo namorado.

Valdeides Prates

Pai de Érica

"Num momento de comemoração, o que minha filha recebeu foi 15 facadas."

As facadas atingiram Érica nas regiões da cabeça, braços e abdômen. A mulher chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Rio Doce, onde ainda teve forças para relatar aos policiais que o autor do crime era o seu companheiro. Depois de dois dias internada, Érica não resistiu aos ferimentos da agressão, e morreu.

Ela deixa três filhos. Dois moravam com ela, uma menina de 13 anos e um menino de 6 anos. A mais velha, uma adolescente de 17 anos, mora com a avó. O pai de Érica conta que os filhos eram a grande paixão da vida dela.

“Ela amava muito os filhos. Fazia qualquer coisa por eles. Minha filha era muito guerreira, trabalhava para dar o melhor para eles”, relata.

Érica era salgadeira, mas estava desempregada desde junho deste ano. Segundo o pai, o sonho da filha era abrir o próprio negócio. “Ela já tinha trabalhado como atendente de padaria e também fazendo salgados. Ela queria abrir o próprio negócio, para vender as coisinhas que fazia", conta Valdeides.

O RELACIONAMENTO

Segundo a família, Érica estava namorando Alcimar havia cerca de 3 meses. Os dois moravam juntos, mas o relacionamento era cheio de conflitos. O pai disse que os familiares ouviam de amigos e vizinhos do casal sobre as brigas entre eles.

“A gente só ouvia falar que eles brigavam muito, discutiam. Mas para mim ela nunca falou nada. Eu não sabia o tipo de relação que eles tinham, se batia nela”, lamentou.

Valdeides falou que foi perdendo o contato com a filha aos poucos, porque não gostava das pessoas com que Érica se relacionava. A filha mais velha relata, que não só a família, como também amigas de sua mãe foram se distanciando dela devido ao relacionamento.

“Ela tinha muitas amigas, saiam juntas, se divertiam. Mas elas foram se afastando da minha mãe por causa dele”, revela a adolescente.

NAMORADO FOI PRESO

Érica de Souza Prates, de 33 anos, foi esfaqueada e morta pelo companheiro Alcimar Domingos.
Érica de Souza Prates, de 33 anos, foi esfaqueada e morta pelo companheiro Alcimar Domingos. Crédito: Montagem | A Gazeta

Alcimar Domingos, de 34 anos, namorado de Érica, se entregou à polícia em Linhares, no Norte do Estado, na última segunda-feira (18). Segundo o titular da Delegacia Regional do município, delegado Fabrício Lucindo, o homem confessou o crime.

“Ele se apresentou voluntariamente  e confessou o crime. Disse que matou a companheira por causa de uma confusão. Ele queria beber mais bebidas alcoólicas e a mulher se negou a dar dinheiro, então ele acabou assassinando ela com vários golpes de faca."

Alcimar foi encaminhado ao Presídio Regional de Linhares e vai responder pelo crime de feminicídio — homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino. “O feminicídio prevê uma pena de 12 a 30 anos, e esperamos que ele continue preso”, conclui o delegado.

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