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Giselly Thais Caçandro de Souza
Giselly Thais Caçandro de Souza. Crédito: Arquivo da família

Morta pelo ex-marido, Giselly se orgulhava em salvar vidas na pandemia

Aos 36 anos, Giselly Thais Caçandro de Souza, atuava no hospital do município. Ela estava orgulhosa por fazer parte da recuperação de pacientes com Covid-19

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 29/09/2021 às 10h48

A enfermeira Giselly Thais Caçandro de Souza, de 36 anos, moradora de Conceição do Castelo, Região Serrana do Espírito Santo, era mãe de três meninas, de 5, 8 e 18 anos. Gabriella Christina de Souza, a mais velha, conta que a mãe se sentia orgulhosa por atuar no hospital do município e ver pacientes se recuperar da Covid-19.

A enfermeira foi assassinada a tiros pelo ex-marido na noite deste sábado (25), no Centro da cidade. Segundo familiares de Giselly, o crime teria sido motivado por um pedido de pagamento de pensão. O suspeito, com quem ela foi casada por cinco anos e era pai da filha mais velha, segue preso por suspeita de feminicídio no Centro de Triagem de Viana.

O emprego de Giselly na área de enfermagem havia começado há pouco tempo. “Ela trabalhava na área da beleza, por volta de 4 anos. Como enfermeira tinha pouco mais de 5 meses. Ela não chegou a trabalhar tanto na pandemia, quando entrou na enfermagem a situação já estava melhor, porém ela falava quando um paciente se recuperava, se orgulhava de ter ajudado.

Ela estava se sentindo realizada trabalhando lá e falava que não se importava de sair mais tarde do trabalho. Ela nunca saia de lá sem resolver tudo que acontecia no plantão dela”, contou a filha.

Dedica aos pacientes e ao bem-estar da família, a enfermeira tinha planos. A filha relembra que Giselly queria levar as filhas a uma viagem. O destino, seria o parque temático Beto Carreiro, em Santa Catarina. “Ela era muito determinada, quando queria fazer, ela já logo fazia. A viagem seria depois de minha irmã de 8 anos fazer uma cirurgia do coração”, lamentou Gabriela.

Giselly estava feliz em seu casamento, de 9 anos. Gabriela, que é fruto do primeiro relacionamento, cursa Arquitetura e era incentivada pela enfermeira a se dedicar aos estudos.

“Ela era uma guerreira, sempre fez o impossível pra dar tudo de bom pra gente, trabalhadora, sempre quis me garantir um bom estudo pra eu poder fazer o que eu tenho vontade, ela é o exemplo de pessoa que eu quero ser. Era brincalhona, alegre, divertida, educada, sempre preocupada com o próximo e disposta a ajudar. Impossível dizer todas as qualidades dela”, disse a filha.

MANIFESTAÇÃO

Na sexta-feira (1), no início da noite, com cartazes de pedidos de paz e pelo fim da violência contra a mulher, moradores caminharão pelas ruas do centro da cidade, vestidos de branco. Segundo a família da enfermeira, o ato é também uma forma de homenagear Giselly. A manifestação é uma iniciativa da família, amigos, parceiros de trabalho, Câmara e Prefeitura de Conceição do Castelo.

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