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Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 14:03
O ator Herson Capri, de 74 anos, foi hospitalizado após sofrer um infarto. A informação foi divulgada nesse domingo, 22, pela equipe do artista nas redes sociais.>
Segundo o comunicado, Capri já está recuperado e passa bem. No entanto, por recomendação médica e seguindo protocolos de segurança, ele precisará ficar afastado temporariamente das atividades profissionais para priorizar a plena recuperação.
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Por conta do imprevisto, as apresentações da peça "A Sabedoria dos Pais” foram adiadas. "Agradecemos imensamente a compreensão, o carinho e as mensagens de apoio. Em breve estaremos juntos para viver uma noite muito especial no teatro", diz a nota compartilhada na rede social do ator.
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O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a morte de parte do músculo cardíaco (miocárdio) causada por uma redução súbita do fluxo sanguíneo. O problema, geralmente, ocorre devido à obstrução de uma artéria coronária. “A causa mais comum é a obstrução súbita de uma artéria coronária pela ruptura de uma placa de aterosclerose (gordura), provocando uma erosão nessa placa e, consequentemente, a formação de um trombo (coágulo), que obstrui a artéria. O problema também pode ser causado por espasmo coronariano, dissecção espontânea da artéria coronária ou embolia (mais rara)”, explica o cardiologista Augusto Neno, da MedSênior. >
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O sintoma mais clássico do infarto é a dor no peito, com sensação de aperto, pressão ou queimação, com duração superior a 20 minutos, podendo irradiar para o braço esquerdo, ombro, pescoço, mandíbula ou costas. No entanto, outros sinais também merecem atenção.>
“Falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, desmaio e palidez podem anteceder um episódio de infarto. Além disso, idosos, diabéticos e mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como mal-estar, fraqueza, dor nas costas, cansaço recente desproporcional, respiração ofegante ao caminhar ou ainda sintomas gastrointestinais”, alerta o especialista.>
Neno explica que, ao perceber qualquer sintoma relacionado ao infarto, o paciente deve buscar atendimento médico com urgência. Segundo ele, o diagnóstico é feito pela combinação do quadro clínico com a avaliação dos fatores de risco e exames específicos, como o eletrocardiograma (ECG), que identifica alterações elétricas típicas do infarto, e o exame de sangue chamado troponina de alta sensibilidade, que confirma e detecta a lesão do músculo cardíaco.>
De acordo com a cardiologista Deise Marçal, do Hospital Vitória Apart, trata-se de uma dor intensa, em aperto ou pressão, que pode irradiar para os braços, ombros ou pescoço. “O principal sintoma é a dor no peito, geralmente forte, que pode irradiar para os braços ou para o pescoço. O paciente também pode apresentar cansaço e até dor no estômago”.>
A médica acrescenta outros sinais de alerta: “Dor ou desconforto intenso no peito, falta de ar, suor frio, palidez, náuseas, vômitos ou sensação de desmaio estão entre os principais sintomas".>
Deise Marçal
CardiologistaOs cardiologistas ressalta que quanto mais rápido a artéria for desobstruída, menor o risco de sequelas e morte. “O melhor tratamento é abrir a artéria que está entupida por meio do cateterismo cardíaco”, afirma Deise Marçal. >
O procedimento é realizado com um cateter que chega até o local da obstrução, permitindo a realização da angioplastia e, na maioria das vezes, a colocação de um stent — uma pequena malha metálica que mantém a artéria aberta.>
“Na fase aguda, utilizamos medicações como anti agregantes plaquetários, vasodilatadores, analgésicos e trombolíticos. A angioplastia coronária com colocação de stent é o principal procedimento para restabelecer o fluxo sanguíneo. Quanto mais rápido for feito esse desentupimento, menor a chance de sequelas e risco de vida”, diz o cardiologista Denis Moulin.>
Augusto Neno ressalta que o tratamento é emergencial e tem como objetivo desobstruir a artéria o mais rápido possível, afinal, quanto menor o tempo até a intervenção, menor o dano ao coração.
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Augusto Neno
CardiologistaNa fase aguda, é realizada uma abordagem rápida com algumas medicações, como aspirina e outros antiplaquetários, anticoagulantes, analgésicos, betabloqueadores, estatinas, inibidores da ECA, além de oxigênio, se necessário. A cirurgia cardíaca de revascularização do miocárdio pode ser indicada em casos selecionados. >
O médico destaca que existem fatores de risco para infarto considerados não modificáveis, como idade avançada, histórico familiar e sexo masculino, que apresenta maior risco precoce. Há também fatores modificáveis, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada e estresse crônico.>
“É importante destacar que o músculo cardíaco que sofreu dano após o infarto não se regenera, mas as complicações podem ser reduzidas e novos episódios podem ser evitados com acompanhamento médico adequado, uso contínuo de medicamentos e mudanças no estilo de vida”, alerta.>
A adoção de um estilo de vida mais saudável é uma das principais estratégias tanto para prevenir o primeiro infarto quanto para evitar recorrências. “Isso inclui manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e fibras, com redução de sal, gorduras saturadas e ultraprocessados, além da prática regular de atividades físicas, conforme orientação médica, controle do peso, abandono do tabagismo, moderação no consumo de álcool e acompanhamento médico periódico para controle da pressão arterial, glicemia e colesterol”, orienta o cardiologista. >
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