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Herson Capri: saiba identificar os principais sinais do infarto

Herson Capri: saiba identificar os principais sinais do infarto

O sintoma mais clássico é a dor no peito, com sensação de aperto, pressão ou queimação, com duração superior a 20 minutos, podendo irradiar para o braço esquerdo, ombro e  pescoço

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 14:03

Herson Capri
O ator Herson Capri, de 74 anos, foi hospitalizado após sofrer um infarto Crédito: Reprodução @Hersoncapri

O ator Herson Capri, de 74 anos, foi hospitalizado após sofrer um infarto. A informação foi divulgada nesse domingo, 22, pela equipe do artista nas redes sociais.

Segundo o comunicado, Capri já está recuperado e passa bem. No entanto, por recomendação médica e seguindo protocolos de segurança, ele precisará ficar afastado temporariamente das atividades profissionais para priorizar a plena recuperação.

Por conta do imprevisto, as apresentações da peça "A Sabedoria dos Pais” foram adiadas. "Agradecemos imensamente a compreensão, o carinho e as mensagens de apoio. Em breve estaremos juntos para viver uma noite muito especial no teatro", diz a nota compartilhada na rede social do ator. 

Veja os sinais da doença

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a morte de parte do músculo cardíaco (miocárdio) causada por uma redução súbita do fluxo sanguíneo. O problema, geralmente, ocorre devido à obstrução de uma artéria coronária. “A causa mais comum é a obstrução súbita de uma artéria coronária pela ruptura de uma placa de aterosclerose (gordura), provocando uma erosão nessa placa e, consequentemente, a formação de um trombo (coágulo), que obstrui a artéria. O problema também pode ser causado por espasmo coronariano, dissecção espontânea da artéria coronária ou embolia (mais rara)”, explica o cardiologista Augusto Neno, da MedSênior. 

O sintoma mais clássico do infarto é a dor no peito, com sensação de aperto, pressão ou queimação, com duração superior a 20 minutos, podendo irradiar para o braço esquerdo, ombro, pescoço, mandíbula ou costas. No entanto, outros sinais também merecem atenção.

“Falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, desmaio e palidez podem anteceder um episódio de infarto. Além disso, idosos, diabéticos e mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como mal-estar, fraqueza, dor nas costas, cansaço recente desproporcional, respiração ofegante ao caminhar ou ainda sintomas gastrointestinais”, alerta o especialista.

Neno explica que, ao perceber qualquer sintoma relacionado ao infarto, o paciente deve buscar atendimento médico com urgência. Segundo ele, o diagnóstico é feito pela combinação do quadro clínico com a avaliação dos fatores de risco e exames específicos, como o eletrocardiograma (ECG), que identifica alterações elétricas típicas do infarto, e o exame de sangue chamado troponina de alta sensibilidade, que confirma e detecta a lesão do músculo cardíaco.

De acordo com a cardiologista Deise Marçal, do Hospital Vitória Apart, trata-se de uma dor intensa, em aperto ou pressão, que pode irradiar para os braços, ombros ou pescoço.  “O principal sintoma é a dor no peito, geralmente forte, que pode irradiar para os braços ou para o pescoço. O paciente também pode apresentar cansaço e até dor no estômago”.

A médica acrescenta outros sinais de alerta: “Dor ou desconforto intenso no peito, falta de ar, suor frio, palidez, náuseas, vômitos ou sensação de desmaio estão entre os principais sintomas".

Denise Marçal
Deise Marçal explica os sintomas do infarto e quando procurar ajuda Crédito: Divulgação

Se persistirem por mais de 15 a 20 minutos, é essencial buscar ajuda médica imediatamente

Deise Marçal

Cardiologista

O tratamento

Os cardiologistas ressalta que quanto mais rápido a artéria for desobstruída, menor o risco de sequelas e morte. “O melhor tratamento é abrir a artéria que está entupida por meio do cateterismo cardíaco”, afirma Deise Marçal.

O procedimento é realizado com um cateter que chega até o local da obstrução, permitindo a realização da angioplastia e, na maioria das vezes, a colocação de um stent — uma pequena malha metálica que mantém a artéria aberta.

“Na fase aguda, utilizamos medicações como anti agregantes plaquetários, vasodilatadores, analgésicos e trombolíticos. A angioplastia coronária com colocação de stent é o principal procedimento para restabelecer o fluxo sanguíneo. Quanto mais rápido for feito esse desentupimento, menor a chance de sequelas e risco de vida”, diz o cardiologista Denis Moulin.

Augusto Neno ressalta que o tratamento é emergencial e tem como objetivo desobstruir a artéria o mais rápido possível, afinal, quanto menor o tempo até a intervenção, menor o dano ao coração.

O principal a ser feito é proceder com a desobstrução imediata da artéria, por meio de angioplastia com stent ou tratamento trombolítico para dissolver o trombo, quando a angioplastia não está disponível

Augusto Neno

Cardiologista

Na fase aguda, é realizada uma abordagem rápida com algumas medicações, como aspirina e outros antiplaquetários, anticoagulantes, analgésicos, betabloqueadores, estatinas, inibidores da ECA, além de oxigênio, se necessário. A cirurgia cardíaca de revascularização do miocárdio pode ser indicada em casos selecionados.

O médico destaca que existem fatores de risco para infarto considerados não modificáveis, como idade avançada, histórico familiar e sexo masculino, que apresenta maior risco precoce. Há também fatores modificáveis, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada e estresse crônico.

“É importante destacar que o músculo cardíaco que sofreu dano após o infarto não se regenera, mas as complicações podem ser reduzidas e novos episódios podem ser evitados com acompanhamento médico adequado, uso contínuo de medicamentos e mudanças no estilo de vida”, alerta.

A adoção de um estilo de vida mais saudável é uma das principais estratégias tanto para prevenir o primeiro infarto quanto para evitar recorrências. “Isso inclui manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e fibras, com redução de sal, gorduras saturadas e ultraprocessados, além da prática regular de atividades físicas, conforme orientação médica, controle do peso, abandono do tabagismo, moderação no consumo de álcool e acompanhamento médico periódico para controle da pressão arterial, glicemia e colesterol”, orienta o cardiologista.

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