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Infarto: veja fatores de risco do problema de Hugo Hoyama, lenda do tênis de mesa

O infarto é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rápido possível. Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa infartada

Publicado em 25 de Setembro de 2025 às 19:53

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 set 2025 às 19:53
Hugo-hoyama
Hugo Hoyama foi diagnosticado com infarto agudo do miocárdio Crédito: Reprodução @Hugohoyama
O mesatenista Hugo Hoyama está internado desde o dia 12 de setembro no Hospital do Coração, em São Paulo. O atleta passou uma cirurgia, na última segunda-feira, após sofrer um infarto e está na unidade de terapia intensiva (UTI) do centro médico. Ainda não há previsão de alta.
"O Hcor informa que o paciente Hugo Hoyama deu entrada no hospital no dia 12 de setembro, devido a uma dor no peito, e foi diagnosticado com infarto agudo do miocárdio. O ex-atleta de tênis de mesa passou por cirurgia de revascularização ontem (22) e, de acordo com o protocolo, recupera-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), evoluindo bem", diz nota do hospital.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte não só no Brasil, como em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que anualmente sejam registrados até 400 mil casos de infarto no Brasil, que resultam em um óbito a cada 5 a 7 pacientes.
O infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, é uma condição médica séria. Nele ocorre a necrose das células do miocárdio devido à falta de oxigênio, resultante, na maioria das vezes, de uma obstrução coronariana. Ou seja, é a morte das células de uma região do músculo do coração por conta da redução do fluxo sanguíneo, ocasionada por entupimento das artérias cardíacas.
Os sintomas mais comuns do infarto são: dor no peito, que pode se irradiar para o braço, pescoço, mandíbula ou costas, além de dor em região epigástrica (próxima ao estômago), falta de ar, sudorese, náuseas, vômitos, palidez e sensação de peso sobre o tórax.
O cardiologista Lucas Frizzera diz que a faixa etária com maior incidência de infarto do miocárdio está entre os 50 e 70 anos. “Porém, é preciso ficar atento, pois é possível que ocorra em pessoas mais jovens, especialmente se tiverem fatores de risco significativos. Atualmente a prevalência tem aumentado muito em pessoas mais jovens devido ao estilo de vida sedentário e alimentação inadequada”, pontuou.
Os principais fatores de risco para aterosclerose coronariana e infarto são: tabagismo, colesterol elevado, hipertensão arterial, obesidade, estresse, diabetes, sedentarismo e história familiar de doenças cardiovasculares. “A maior parte dos fatores de risco são modificáveis, apenas a história familiar não é, portanto é necessário combater e prevenir a evolução da doença que mais mata no mundo”, enfatizou Frizzera.
O cardiologista adverte que infarto é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rápido possível. Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa infartada. “Então, toda dor torácica precisa ser levada a sério. Existem diversas causas para esses sintomas, por esse motivo sempre é importante a avaliação médica”, explicou.
Lucas Frizzera, cardiologista
Lucas Frizzera alerta que é fundamental que pessoas adotem medidas para prevenir o infarto Crédito: Divulgação/ Lucas Frizzera
Em termos gerais, a dor torácica que piora com o esforço físico e melhora após cessar o esforço e repousar, são características mais preocupantes que sugerem ser de origem coronariana
Lucas Frizzera - Cardiologista
O médico alerta que é fundamental que pessoas de todas as faixas etárias estejam cientes dos fatores de risco e adotem medidas para prevenir o infarto do miocárdio, além de realizar acompanhamento médico rotineiro. Manter uma dieta saudável, praticar exercícios regularmente, controlar o peso, não fumar, controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol são medidas que certamente reduzirão a chance de um evento cardiovascular.
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