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Esclerose lateral amiotrófica (ELA): entenda a doença do ator Eric Dane

Esclerose lateral amiotrófica (ELA): entenda a doença do ator Eric Dane

É uma doença neurológica progressiva que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo, levando principalmente à perda de força muscular

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 15:36

Eric Dane
Eric Dane havia tornado público o diagnóstico há cerca de dez meses Crédito: Reprodução @realericdane

O ator Eric Dane morreu aos 53 anos nessa última quinta-feira (19). Conhecido por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan na série Grey’s Anatomy, o artista enfrentava esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Dane havia tornado público o diagnóstico há cerca de dez meses e, desde então, recebia cuidados de enfermagem 24 horas por dia. As informações sobre a rotina de tratamento foram divulgadas pela revista com base em relato da atriz Rebecca Gayheart, ex-mulher do ator.

A ELA uma doença neurológica progressiva que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo, levando principalmente à perda de força muscular. Além da carreira artística, Dane também era um divulgador da doença, falando publicamente sobre a importância da pesquisa e da informação para pacientes e familiares.

Segundo o neurologista Arthur Xavier, do Hospital Santa Rita, a ELA compromete as células nervosas que controlam os movimentos voluntários. “Esses neurônios vão deixando de funcionar ao longo do tempo, o que causa fraqueza muscular progressiva e perda de massa muscular". 

Arthur Xavier
O neurologista Arthur Xavier explica os sintomas da doença Crédito: Divulgação

A doença causa dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia, como andar, segurar objetos ou falar

Arthur Xavier

Neurologista

Os primeiros sintomas costumam surgir de forma discreta e, muitas vezes, assimétrica. “O paciente pode perceber uma fraqueza em um braço ou perna, tropeços frequentes ou alterações na fala. Com a evolução da doença, outros grupos musculares são acometidos, inclusive os responsáveis pela respiração e pela deglutição”, afirma. Ele ressalta que, na maioria dos casos, a sensibilidade e a consciência permanecem preservadas.

A causa da ELA ainda não é totalmente conhecida. A maior parte dos casos ocorre de forma esporádica, sem um fator desencadeante claro, mas uma parcela menor tem origem genética. “O diagnóstico é feito principalmente com base na avaliação clínica e neurológica, apoiado por exames como a eletroneuromiografia, entre outros, também utilizados para investigação diferencial e exclusão de outros diagnósticos”, destaca o neurologista.

Apesar de ainda não haver cura, existem tratamentos que ajudam a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. “O acompanhamento multidisciplinar é fundamental. Além do tratamento medicamentoso, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte nutricional e respiratório fazem muita diferença no cuidado desses pacientes”, conclui Arthur Xavier.

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