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Grávida pode pintar o cabelo? Veja o que diz especialista

Grávida pode pintar o cabelo? Veja o que diz especialista

Segundo ginecologista a absorção das substâncias químicas presentes nas tinturas pelo organismo é baixa, o que torna o procedimento, em muitos casos, seguro

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 09:00

Mulher grávida
A recomendação mais conservadora é evitar a prática nos primeiros três meses de gestação Crédito: Shutterstock

A dúvida sobre pintar ou não o cabelo durante a gravidez é comum entre gestantes e costuma gerar insegurança. A boa notícia é que, de forma geral, a coloração capilar pode ser feita durante a gestação, desde que alguns cuidados sejam respeitados e o procedimento seja avaliado conforme o período da gravidez e o tipo de produto utilizado.

Segundo a ginecologista e obstetra Anna Bimbato, da Bluzz Saúde, a absorção das substâncias químicas presentes nas tinturas pelo organismo é baixa, o que torna o procedimento, em muitos casos, seguro. Ainda assim, a médica reforça que a recomendação mais conservadora é evitar a prática nos primeiros três meses de gestação.

“O primeiro trimestre é o período de formação dos órgãos do bebê, chamado de organogênese. Embora não existam evidências consistentes de que tinturas causem malformações, também não há estudos que garantam total segurança nessa fase. Por isso, seguimos o princípio da precaução”, explica.

Após o terceiro mês, a coloração passa a ser considerada mais segura, desde que a gestante adote cuidados específicos. A orientação é priorizar técnicas que reduzam o contato direto do produto com o couro cabeludo, como mechas, luzes ou reflexos, além de realizar o procedimento em ambientes bem ventilados.

Alguns produtos, no entanto, devem ser evitados em qualquer fase da gestação. De acordo com a especialista, substâncias como formol, amônia, chumbo e outros metais pesados não são indicadas por apresentarem potencial tóxico, carcinogênico ou de interferência hormonal. “Esses componentes podem representar riscos desnecessários e não devem ser utilizados durante a gravidez”, alerta.

A médica também chama atenção para a lista de substâncias que merecem atenção nos rótulos, como parabenos, ftalatos, petrolatos, PPD, resorcinol, fragrâncias sintéticas intensas e tolueno. “Nem sempre o risco está apenas na tintura em si, mas na composição do produto como um todo”, destaca.

Entre os cuidados recomendados estão evitar a aplicação diretamente na raiz, não associar vários procedimentos químicos no mesmo dia, realizar teste de sensibilidade antes da coloração e evitar procedimentos longos ou repetidos. Em gestações de alto risco, a avaliação individual com o obstetra é indispensável.

Quanto às opções mais seguras, Anna Bimbato orienta dar preferência a tinturas sem amônia, tonalizantes e tinturas vegetais, como a henna pura, desde que seja de procedência confiável e sem aditivos químicos. Já alisamentos químicos, progressivas e produtos que causem ardor ou lesões no couro cabeludo devem ser evitados. “A coloração capilar na gravidez não precisa ser um tabu, mas deve ser encarada com responsabilidade. Informação, escolha adequada dos produtos e acompanhamento médico fazem toda a diferença para a segurança da mãe e do bebê”, conclui a médica.

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