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Quer manter a imunidade em dia? Cuide da alimentação, do sono e do intestino

O sistema imunológico é responsável por desencadear o processo de defesa e manter o equilíbrio e bom funcionamento do organismo. Comer e dormir bem são cuidados fundamentais

Publicado em 20/10/2020 às 18h41
Início do dia com atividades físicas nesta quarta-feira, (29) na Enseada do Suá, em Vitória
Exercícios moderados e regulares contribuem para o aumento das células de defesa. Crédito: Fernando Madeira

Com a pandemia do coronavírus, a imunidade se tornou um assunto importante. Imunidade é o mecanismo de defesa do organismo. O sistema imunológico é o responsável por desencadear esse processo e manter, assim, o equilíbrio e bom funcionamento do organismo. Você sabia que existem maneiras de fortalecer a sua imunidade? Listamos algumas para você dar um 'up' nela. Confira:

ALIMENTAÇÃO

Ter uma boa alimentação é fundamental, afinal de contas nossa imunidade é movida através dos nutrientes que ingerimos. "Se estiver ofertando nutrientes, isso consequentemente vai fortalecer o nosso sistema. Hoje em dia as pessoas estão comendo com frequência os embutidos, e eles têm fatores inflamatórios. Se a pessoa estiver inflamando o intestino, mesmo que coma alimentos saudáveis, a absorção fica comprometida", explica a nutricionista Iessa Comério.

A profissional ressalta ainda que é importante reduzir a ingestão de alimentos inflamatórios e melhorar os outros hábitos de vida. "A comida é muito importante, mas não é a única coisa. Comer vegetais não basta para ter uma boa saúde".

ATIVIDADE FÍSICA

Exercícios moderados e regulares contribuem para o aumento das células de defesa. "O sistema imunológico atua na defesa do organismo e no contra-ataque de bactérias, fungos, protozoários ou vírus. Existem diversas formas de aumentar a resistência do sistema imunológico, e uma delas é através da prática de exercícios físicos", explica o educador físico Francis de Carvalho, da Wellness.

Ele diz que os exercícios moderados ajudam a aumentar a função das células imunes. Ou seja, a prática de atividade física promove a circulação dessas células pelo corpo. É importante ressaltar que o efeito não dura para sempre, mas aumenta o tempo para fortalecer as defesas do organismo. "Torne a atividade uma rotina, encontrando um esporte que goste, estabeleça metas e desafia-se, além de não desistir", dá a dica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recomendações para a intensidade ideal de atividade física de acordo com a idade. "Costumo indicar de 3 a 5 vezes por semana, tudo depende da intensidade e do tipo de atividade. O importante é se manter ativo, cuidar da saúde de modo geral", diz Francis.

QUALIDADE DO SONO

A médica Jéssica Polese, presidente da Associação Brasileira do Sono – Regional ES, diz que o sono influencia diretamente na resposta imune. "Vários trabalhos, principalmente usando modelos de privação de sono, identificaram relação direta entre pacientes que dormem mal e que são privados de sono e a produção dos mecanismos de defesa", diz.

Ela explica que quando o indivíduo está estressado existe uma maior produção de corticoide endógeno, produzido pelo próprio corpo, que é um anti-inflamatório, o que, com outros fatores, causa um sono de má qualidade. "O sono de má qualidade diminui a imunidade e traz efeitos colaterais para o indivíduo, como a obesidade  e outros problemas. Dormir bem é importante para manter a imunidade funcionando e essencial para evitar as infecções".

Para uma boa noite é preciso respeitar o sono, o tempo dele, e evitar e tratar os distúrbios. "Dormir mal pode estar relacionado a quantidade de sono inadequada ou a uma má qualidade. É importante criar condições no dia a dia para uma boa noite de descanso, como horário para dormir e acordar, evitar se alimentar próximo do horário de dormir e fazer atividade física no mínimo duas horas antes de deitar. Tudo isso melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a imunidade", diz Jéssica.

PROBIÓTICOS

Probióticos são microorganismos vivos que vivem no nosso organismo e que também podem ser ingeridos através de alimentos ou suplementos. "Quando os ingerimos  em determinadas quantidades, eles equilibram a microflora intestinal, melhorando o equilíbrio ali e contribuindo para a saúde de uma maneira geral.  Eles também ajudam no metabolismo de nutrientes, auxiliando a proteção do intestino contra as bactérias ruins", explica Iessa Comério.

A nutricionista conta que, da mesma maneira que existem bactérias boas que ajudam a melhorar a saúde do organismo, também existem as ruins que produzem toxinas. "Usar probióticos, pensando na nossa imunidade, é importante porque eles têm o efeito imunoestimulante". A quantidade varia de acordo com o objetivo de cada pessoa".

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