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Episódio da série “Amigas do Peito” aborda a fase do diagnóstico do câncer de mama

Série especial da rádio CBN Vitória trata questões relacionadas ao câncer de mama a partir da perspectiva de quem já viveu a doença. Os episódios vão ao ar todas as quintas-feiras do mês de outubro

Publicado em 05/10/2020 às 18h24
Atualizado em 05/10/2020 às 18h27
Mulher segurando laço rosa, símbolo da campanha de prevenção ao câncer de mama; outubro rosa
Em cinco episódios, convidada irá compartilhar sua trajetória desde o diagnóstico à cura da doença. Crédito: Shutterstock

Durante todo o mês de outubro, período da campanha de prevenção ao câncer de mama, a rádio "CBN Vitória" irá transmitir a série “Amigas do Peito”, que vai ao ar sempre às quintas-feiras. A convidada para participar da série sob comando de Fernanda Queiroz foi a advogada e professora Gilsilene Passon, que descobriu o câncer de mama em 2014 e, desde então, busca auxiliar outras mulheres no entendimento da doença. Ela irá compartilhar suas vivências desde a descoberta até a cura da doença.

O primeiro episódio teve foco na fase de recebimento do diagnóstico, período impactante e, muitas vezes, devastador para quem enfrenta a notícia. No caso da advogada, essa fase aconteceu em um período muito ativo de sua vida profissional e de realização pessoal, com seus filhos ainda bem pequenos. “Foi um susto muito grande e ,junto com o susto, outras emoções, como medo, tristeza também. O diagnóstico, pra muitas de nós, mulheres, vem como um híbrido, um mix de emoções, porque nos força a parar e pensar: o que eu vou fazer agora?”, conta ela.

“Essa é a hora que também precisamos entender: o passado eu não posso mudar, mas posso agir de uma forma que me leve a remissão da doença”, complementa.

Com a vida bastante agitada, Gilsilene se viu diante de duas opções: reduzir o ritmo das atividades ou paralizá-las para entrar no tratamento com total dedicação. A doença foi diagnosticada em março daquele ano e, já em abril, a professora foi submetida à cirurgia de mastectomia total.

MUDANÇA DE PRIORIDADES

Gilsilene Passon

Advogada e professora

"Se não paramos pra pensar como estamos cuidando dessa máquina incrível que é o nosso corpo, uma hora a conta chega"

Gilsilene conta que, após a descoberta, passou pelo que chama de “fases do luto”, que são negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. A professora explica que a doença veio como um “sinal amarelo” para que seu ritmo não estava saudável já que, antes do diagnóstico, seu estilo de vida era diferente e que se atentava menos à saúde e mais ao trabalho. “É uma pena que nós precisemos passar por um momento de luto para que nós possamos nos dar um tempo de pensar o que estamos fazendo com as nossas vidas e quais são as nossas escolhas”, disse Gilsilene.

“Nosso corpo é o nosso grande templo, então se não paramos pra pensar como estamos cuidando dessa máquina incrível que é o nosso corpo, uma hora a conta chega”, coloca a advogada.

ALINHANDO CORPO E MENTE

Para ela, o tratamento do câncer de mama não deve ser apenas médico, ele precisa ser integral, incluindo um profissional da área da psicologia. “Essa fase necessita de um suporte, por isso que, nós temos direito a um atendimento multidisciplinar, humanizado. O suporte emocional é fundamental e, inclusive, vai se reverter em benefícios para o tratamento médico”, pontua.

Ela chama atenção também para a importância do apoio da família e amigos e salienta que cada mulher vive esse momento de uma maneira diferente e ela, como alguém muito ligada a fé, resolveu fazer uma promessa. “Eu fiz a promessa de que assim que eu estivesse curada, eu iria a aos pés de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. E isso aconteceu, Aquilo foi muito importante, porque, pra mim, fez muito sentido, dentro do meu padrão de fé”, contou Gilsilene.

“O câncer é um desafio colocado em nossas vidas e, muitas vezes, só o diagnóstico já faz a doença vencer. Mas temos que ter a convicção de fazer tudo que esteja ao nosso alcance para que nossa luta seja ganha”, finaliza.

Ouça a reportagem na íntegra clicando aqui.

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