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Crianças menores de 2 anos não devem usar máscaras

Já as crianças maiores de 2 anos devem usar a máscara caso tenham que sair de casa, mas supervisionadas por um adulto

Publicado em 13/05/2020 às 20h22
Atualizado em 13/05/2020 às 20h22
A dentista Carolina Brioschi adotou a máscara para o filho Benjamin, 2 anos, quando vai para consultas médicas e passeio com o cachorro
A dentista Carolina Brioschi adotou a máscara para o filho Benjamin, 2 anos, quando vai para consultas médicas e passeio com o cachorro. Nicolas, de 8 meses, não precisa usar. . Crédito: Divulgação

A regra é clara: todo adulto que sai do isolamento deve usar máscaras, de preferência caseiras, como meio de prevenção ao coronavírus. Mas e as crianças? Todas eles devem usar o acessório de proteção?

Segundo comunicado da Anvisa, o acessório é contraindicado para “crianças menores de 2 anos, em pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes, incapacitadas ou incapazes de remover a máscara sem assistência”. As crianças têm uma taxa menor de infecção em relação aos adultos, mas é preciso ter cuidado. Especialistas explicam que, para menores de dois anos, respirar por meio de uma máscara pode ser mais difícil, aumentando o risco de asfixia. "Existe o risco de sufocamento. A criança pequena pode se sentir sufocada, se amarrar com o elástico ou até achar que é um brinquedo", alerta a pediatra Livia Lopes.

Há também o fato de sentir desconforto com o objeto. "Por isso elas ficam tirando, além de existir a possibilidade de cair no chão e recolocarem no rosto, aumentando os riscos", diz a médica.

Use o bom senso

O ideal é que a criança fique em casa, onde não é necessário usar máscaras. "Ela só deve sair em caso de consulta de extrema necessidade. E se isso ocorrer o adulto também deve estar utilizando a máscara e mantendo o distanciamento de outras pessoas", explica Flávia.

Para os pequenos entre 2 e 5 anos, a médica diz que é preciso que os responsáveis tenham o bom senso no uso da máscara. "É preciso ficar atento se não é desconfortável. O risco é maior se ficar tirando toda hora. O recomendado é fazer um modelo ideal para o tamanho do rostinho, sem ser muito apertado. Já as crianças a partir de 6 anos já possuem mais noção do que tá acontecendo e podem usar".

Flávia Dadalto também adotou a máscara para o filho Efraim, de 3 anos.
Flávia Dadalto também adotou a máscara para o filho Efraim, de 3 anos. "Às vezes observamos que incomoda, mas sempre conversamos com ele". Crédito: Divulgação

A dentista e empresária Carolina Brioschi, mãe de Benjamin, de 2 anos, e Nicolas, de 8 meses, passou adotar a máscara para o filho mais velho assim que saiu a determinação do Governo. "Só temos saído com as crianças para consultas médicas e quando eles ficam muito estressados levamos conosco para o passeio com os cachorros. Aí sempre usamos a máscara". A mãe conta que Benjamin está adorando usar o acessório. "Ficamos até surpresos. Falamos que é de superherói e que funciona pra proteger dos bichinhos do ar. E ele sempre quer nos copiar, então ficou fácil. Mas conheço muitas mães que têm dificuldades", confessa.

Flávia Dadalto também adotou o utensílio de proteção para os filhos Efraim, 3 anos e meio, e Sofia, 14 anos. "Eles usam sempre que precisam sair. Assim ficam familiarizados com o uso. Evitamos levá-los a lugares mais aglomerados, como supermercado", explica a designer de interiores. Na casa dela a adaptação foi tranquila. "Às vezes observamos que incomoda, mas sempre conversamos com o Efraim, que entende. A Sofia, como pré-adolescente, ajuda a conversar com o irmão, que também repete quando vê os ensinamentos em desenhos infantis que mostram de forma didática".

Protocolos

Crianças menores de dois anos  são incapazes de remover o acessório sem ajuda, por isso é necessário a supervisão do adulto. Eles também devem considerar a capacidade da criança de tolerar o uso da máscara ao decidirem se ela usará ou não. "Mesmo se forem crianças maiores de dois anos, se não conseguirem manter a máscara ou removê-la sozinhas corretamente, o uso deve ser avaliado. O ideal é que consigam mantê-la no rosto sem ficar tocando a todo tempo. É preciso cuidado, pois o uso em crianças que não estão preparadas leva à falsa sensação de segurança", diz o pediatra Madson Machado, do São Bernardo Apart Hospital.

Ele explica ainda que crianças que estão em fase de nascimento dos dentes babam com frequência, o que também gera uma atenção especial. "Crianças que babam muito ou que estão com nariz escorrendo é melhor não usar. Se usarem, deve ser trocada com frequência, pois máscara molhada é considerado máscara suja".

A máscara, claro, é de uso individual e deve ser usada somente pela criança. E, após o uso, deve ser higienizada com água e sabão ou água sanitária . Os médicos ressaltam ainda a importância da criança lavar as mãos com água e sabão com frequência. 

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