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Lipoenxertia: o procedimento que utiliza a gordura do próprio corpo

Técnica alternativa à toxina botulínica e ao silicone rejuvenesce, modela e aumenta volume de locais estratégicos com a gordura autóloga

Publicado em 13/01/2020 às 16h43
Atualizado em 14/01/2020 às 16h26
Lipoenxertia é uma técnica de cirurgia plástica que usa a gordura do próprio corpo . Crédito: Arquivo A Gazeta
Lipoenxertia é uma técnica de cirurgia plástica que usa a gordura do próprio corpo . Crédito: Arquivo A Gazeta

Os procedimentos estéticos para garantir uma aparência mais jovem e saudável estão em alta e cada vez mais populares. A aplicação de toxina botulínica, também conhecido como “botox”, é um sucesso nos consultórios e utilizado em casos de suavizar rugas, aumentar lábios, fazer correções no nariz. A aposta da vez, é a lipoenxertia, que consiste na injeção da gordura do próprio corpo do paciente.

A lipoenxertia é realizada após um processo de lipoaspiração e pode ocorrer em diversas partes do corpo além do rosto. Adriano Batistuta, cirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que o procedimento garante efeito similar ao da toxina botulínica e a principal diferença está no tempo de duração do resultado. “A aplicação de toxina botulínica dura em média, de 8 a 12 meses, já o preenchimento realizado com a gordura do próprio corpo não sai, o que ocorre é que quando os anos começam a pesar a pele vai perdendo a firmeza, e talvez seja necessária uma correção na pele. Mas a ruga preenchida permanecerá preservada”, diz.

Adriano ressalta ainda que, por se tratar de um orgânico, o corpo naturalmente absorve parte do preenchimento. Porém o cirurgião responsável deve-se atentar a este fato quando realiza o procedimento. Sobre os riscos, o cirurgião afirma que novos estudos já indicam a quantidade adequada para cada área, o que reduz as chances de exageros. “Hoje, o paciente quer realizar o rejuvenescimento da face com resultado mais natural possível. O desenvolvimento de estudos e tecnologias tem contribuído, com os resultados das cirurgias que estão cada vez mais bem sucedidas”, complementa.

Maria*, 36 anos,  optou pelo procedimento por se tratar de um custo único e pela maior durabilidade em relação aos procedimentos similares. “Eu fazia aplicação de botox anualmente, então conversei com meu médico e optamos pela lipoenxertia. Além disso é um processo menos doloroso e dispensa medicações fortes na recuperação, o que foi favorável pra mim visto que já faço uso de outros medicamentos”, relata.

Recuperação da autoestima

O cirurgião plástico Humberto Pinto afirma que a principal procura pela lipoenxertia é para fins de rejuvenescimento na região do rosto e adição de volume em outras partes do corpo. “A lipoenxertia tem a grande vantagem de não conter risco de rejeição por parte do organismo, é bastante requerida por pacientes que tem receio de injetar um produto estranho ao corpo e querem aumentar o glúteo e fazer preenchimento de depressões, como as celulites, por exemplo” ressalta.

Humberto acrescenta ainda que a lipoenxertia é utilizada há mais tempo e em larga escala para reconstrução de seios de pacientes que sofreram câncer de mama. “Durante o procedimento de enxertia, a paciente também recebe as células-tronco, com isso, além de refazer o formato e volume da mama, a técnica colabora com o combate ao aspecto ressecado da pele após os processos químicos e radioativos aos quais as pacientes de reconstrução mamária são submetidas”.

O cirurgião alerta ainda que o procedimento deve ser feito com segurança e com os materiais adequados, pois um erro pode fazer com que a gordura seja aplicada em um vaso sanguíneo por exemplo, o que pode trazer complicações ao paciente.

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