Médica cria campanha para zerar a espera pelo tratamento de câncer de mama

Danielle Chambô, com o oncologista Vitor Fiorin e um grupo de empresários, formou o Juntos Pela Mama, que visa mudar de fato a forma de atendimento das pacientes do SUS

Publicado em 17/10/2020 às 06h01
Danielle Chambo, médica
Danielle Chambô é responsável pelo setor de mastologia do Hospital Santa Casa de Vitória. Crédito: Carlos Alberto Silva

A médica Danielle Chambô é uma agente de transformação na vida de suas pacientes, principalmente aquelas que enfrentam a batalha contra o câncer de mama. Ela conta que a escolha pela mastologia foi um caminho natural. “Eu desejava uma especialidade dentro da ginecologia que fosse completa, permitindo atuar do diagnóstico ao tratamento clínico e cirúrgico. Na época, a mastologia se tornava uma especialidade e eu fiz parte da primeira turma de residentes do Brasil”, diz.

Responsável pelo setor de mastologia do Hospital Santa Casa de Vitória, Danielle teve a oportunidade de, durante sua trajetória, ver o que se tinha de melhor em termos de tratamento da doença. “Trabalhar com as pacientes do SUS gera uma montanha-russa de emoções. Ao mesmo tempo que é muito gratificante ter a chance de ajudar muitas pessoas, por outro lado se torna também frustrante porque, muitas vezes, não conseguimos fazer tudo que poderia estar ao nosso alcance. Na maioria das vezes por conta de problemas burocráticos ou falta de estrutura”.

Danielle Chambô

Médica

" “Trabalhar com as pacientes do SUS gera uma montanha-russa de emoções. Ao mesmo tempo que é muito gratificante ter a chance de ajudar muitas pessoas, por outro lado se torna também frustrante porque, muitas vezes, não conseguimos fazer tudo que poderia estar ao nosso alcance"

Nesse Outubro Rosa, com o oncologista Vitor Fiorin e um grupo de empresários, formou o movimento Juntos Pela Mama, que visa mudar de fato a forma de atendimento das pacientes do SUS. “E salvar vidas que, hoje, inevitavelmente são perdidas ou abreviadas pela demora excessiva e desproporcional à gravidade da doença. Dentro das propostas está a construção de uma sala de cirurgia exclusiva para tratamento de câncer de mama”, conta a médica.

Pra finalizar, ela faz um alerta: para que se fale sempre em prevenção e combate ao câncer de mama. “É o tipo que mais mata mulheres no Brasil. Contudo, apesar deste dado, se a doença for descoberta no início há mais de 95% de chances de cura”. Veja os objetos do seu baú. 

  1. A Gazeta - 1yw0agde11a
    01

    Não saio de casa sem.

    A minha Nossa Senhora que me protege e me guia. E o colar que representa minha família. A fé e a família são os alicerces da minha vida.

  2. A Gazeta - kga2m4h
    02

    Não troco por nada.

    O meu primeiro livro de mastologia, quando ainda nem sabia que iria seguir este caminho e que, anos depois, tive a oportunidade de trabalhar com doutor Veronesi, o autor e maior mastologista da nossa época, que revolucionou o tratamento do câncer de mama.

  3. A Gazeta - 4ngd00akqa
    03

    Aquisição da quarentena.

    Os livros de culinária e a forma de bolo especial. Com mais tempo livre durante a quarentena eu e minha filha descobrimos o amor pela cozinha e já planejamos o bolo de Natal.

  4. A Gazeta - z6uz8de29c
    04

    Amor de mãe.

    Esse sapatinho é especial, pois comprei muitos anos antes da Sophie nascer. Sempre tive certeza que teria uma filha. Ela é tudo na minha vida.

  5. A Gazeta - ccoqtklud
    05

    Guardo com carinho.

    Os crachás das instituições por onde passei e que me acolheram deixando lembranças incríveis. E também a minha tese, só quem já publicou uma sabe do trabalho e amor envolvido nesta jornada.

  6. A Gazeta - iuhxvxrdj
    06

    Não dou, não vendo e não troco.

    O estetoscópio, presente dos meus pais quando entrei na faculdade e que me acompanha até hoje. A pistola de biópsia de mama e a lupa que foram do meu pai e ele me deu quando decidi pela mastologia. E a foto, para eternizar o prazer de poder trabalhar com quem é minha grande inspiração: meu pai.

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