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Bibliotecas virtuais e a nova relação com o conhecimento

Tecnologias educacionais e de comunicação foram integradas aos serviços de referências no modelo remoto, um desafio para as bibliotecas universitárias serem obrigatoriamente híbridas ou totalmente virtuais

Publicado em 13/03/2021 às 10h00
Livro
Em 2020, houve um aumento de mais de 30% na aquisição de obras  virtuais e e-books. Crédito: Pixabay
  • Alessandra Pattuzzo

    É bibliotecária da Faesa Centro Universitário

Em 2020, com a pandemia da Covid-19, a sociedade mundial se deparou com o isolamento social. Dessa maneira, sem poder sair de casa, como conseguir continuar com algumas rotinas, atividades e tarefas sem estar presente, vivendo um “novo normal”? Um contexto que causou inquietações e reflexões diversas, como, por exemplo, como as Bibliotecas Universitárias (BUs) poderiam continuar ofertando seus serviços? Uma vez que suas atividades foram por muito tempo, executadas quase que exclusivamente em espaços físicos, e de repente, surge a necessidade de se adaptarem a serviços e a meios de comunicação exclusivos via internet.

Nesse novo contexto, as tecnologias educacionais e de comunicação foram integradas aos serviços de referências no modelo remoto,  um desafio para as BUs serem obrigatoriamente híbridas ou totalmente virtuais. Essa transformação passou pela aquisição de novos materiais em formato digital, por exemplo.

Em comparação com os anos de 2016, 2017, 2018 e 2019, houve um aumento de mais de 30% na aquisição de obras virtuais e e-books, segundo relatório Digital Book Barometer publicado em junho de 2020, no Brasil e em outros países, como Canadá, Alemanha, Espanha e México.

Além disso, para poderem continuar com o atendimento aos usuários, aflorou durante a pandemia por parte dos bibliotecários a inovação na disseminação e recuperação da informação, por meio das redes sociais, aplicativos de comunicação e salas virtuais de web conferências (Teams, Google Meeet, Moodle, RNP, Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp, blogs, entre outras), possibilitando dar continuidade ao desenvolvimento da pesquisa, do lazer, da cultura e da informação aos usuários.

Um dos grandes destaques no serviço híbrido estão sendo as bibliotecas virtuais, possibilitando o acesso remoto a um acervo multidisciplinar com número significativo de títulos de livros virtuais, quando contratadas. Ou quando disponibilizadas nos sites das bibliotecas ou em ambientes virtuais de aprendizagem, as bibliotecas virtuais facilitam a curadoria de matérias, como: e-books, periódicos de acesso aberto, bases de dados, entre outros produtos educacionais de domínio público.

Viabilizando aos estudantes terem mais autonomia na utilização das publicações, os alunos absorvem os conteúdos com mais propriedade e de forma mais intuitiva. Assim é construída uma relação dos estudantes com os livros virtuais que promove aplicação do conhecimento e um relacionamento com o conhecimento. Esse ciclo impulsiona a biblioteca universitária a assumir um papel de construtora do conhecimento, e não somente da guarda do conhecimento, transcendendo suas atividades no ciberespaço e na virtualidade.

*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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