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Presidente de Portugal pede que Parlamento prorrogue estado de emergência

Segundo o boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS), o país acumula, desde março, 243.009 casos de Covid-19, entre eles 3 701 óbitos

Publicado em 19/11/2020 às 17h42
Atualizado em 19/11/2020 às 17h42
Em Portugal, antes que o governo decretasse quarentena, cidadãos já haviam esvaziado as ruas
Em Portugal, antes que o governo decretasse quarentena, cidadãos já haviam esvaziado as ruas. Crédito: Câmara Municipal de Lisboa

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu ao Parlamento nesta quinta-feira (19), que apoie uma prorrogação do estado de emergência imposto para combater o coronavírus por mais 15 dias a partir da próxima semana, uma vez que o número de novas infecções diárias alcançou uma alta recorde.

O estado de emergência de âmbito nacional, que entrou em vigor no dia 9 de novembro, inclui um toque de recolher noturno e um lockdown de metade do dia nos dias da semana em 191 das 308 municipalidades de Portugal.

A medida expira em 23 de novembro, mas é provável que os parlamentares aprovem a solicitação de prorrogação do presidente na sexta-feira.

Pela lei portuguesa, o estado de emergência se limita a 15 dias, mas pode ser renovado indefinidamente por períodos desta mesma duração.

Se for aprovado, o estado de emergência vigorará até 8 de dezembro, de acordo com um comunicado compartilhado no site do presidente.

"A prevenção é essencial, e começa com cada um de nós", disse Rebelo de Sousa a repórteres depois de se reunir com especialistas de saúde, acrescentando que agora é importante ajustar medidas para tratar do nível de risco em cada municipalidade.

Um sistema escalonado de restrições contra o coronavírus está sendo cogitado, mas mais cedo nesta quinta-feira o governo disse que só anunciará novas medidas no sábado.

Portugal alcançou um novo recorde nesta quinta-feira, com 6.994 casos de covid-19 registrados 24 horas, além de ter reportado mais 69 mortes causadas pela doença e um aumento de 6% na quantidade de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Segundo o boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS), o país acumula, desde março, 243.009 casos de covid-19, entre eles 3 701 óbitos.

O número total de pacientes internados diminuiu levemente, para 3.017 (34 a menos do que na véspera), enquanto as UTIs receberam mais 26 pessoas, totalizando 458 leitos ocupados.

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