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Lula diz que América Latina será melhor se ele e outros esquerdistas vencerem

"Se eu ganhar no Brasil, [Gabriel] Boric ganhar no Chile e com o companheiro [Alberto] Fernández aqui na Argentina, as coisas serão melhores na região", disse a militantes em evento na Confederação Geral do Trabalho.

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 11/12/2021 às 16h35

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (11), em Buenos Aires, que a América Latina evoluirá caso ele e outros nomes da esquerda vençam as próximas eleições na região. "Se eu ganhar no Brasil, [Gabriel] Boric ganhar no Chile e com o companheiro [Alberto] Fernández aqui na Argentina, as coisas serão melhores na região", disse a militantes em evento na Confederação Geral do Trabalho.

"Eu não precisaria ser candidato a presidente, eu já tive a sorte de ser presidente e deixar o maior legado de inclusão social da história do Brasil. Foi uma experiência de sucesso. O que está ocorrendo é que a extrema-direita está crescendo no mundo inteiro. Nós precisamos nos preparar para nos defender do fascismo", declarou Lula.

Na saída do evento, porém, ele afirmou que não estava antecipando o anúncio de sua candidatura. "Eu já tenho 26 vices, 8 ministros da Economia, deixa o pessoal indicando. Quando chegar a hora, vou decidir."

O petista fez um discurso com um tom um pouco mais elevado do que o da noite anterior, na Praça de Maio, desta vez voltado à militância.

"Me digam uma obra que o Bolsonaro tenha feito? Não fez nada. Mas o [ex-presidente argentino Mauricio] Macri, sim, tomou emprestado uma dívida enorme e deixou para o Alberto Fernández pagar", disse Lula, sendo muito aplaudido.

Criticou a imprensa e o Ministério Público brasileiro, "que tentaram destruir a democracia no Brasil" e causaram "a destruição de milhares de postos de trabalho". Afirmou que "nós tínhamos acabado com a fome do Brasil, e hoje há brasileiros passando fome".

No auditório, estavam líderes sindicais, ministros da gestão Alberto Fernández e integrantes da comunidade brasileira em Buenos Aires.

O clima era de festa, com os militantes trazendo bandeiras de suas agremiações, do Brasil, da Argentina, do PT, da Frente Ampla (partido de José Mujica no Uruguai) e do candidato esquerdista na eleição chilena, Gabriel Boric.

Afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia não deve fazer com que a região seja apenas uma exportadora de commodities, e sim "respeitar nossa aspiração de nos industrializar".

Disse que "toda vez que há uma crise importante, o Estado aparece". Exemplificou com a atuação dos estados durante a pandemia do coronavírus.

Lula agradeceu novamente pelo "apoio dos argentinos" durante o período em que esteve preso. Homenageou o ex-presidente Néstor Kirchner (1950-2010), puxando uma onda de aplausos dos presentes. E, assim como no dia anterior, afirmou que quando ele, Kirchner e demais presidentes progressistas estavam no poder, "a realidade da América do Sul era muito melhor".

Lula disse estar emocionado por estar no edifício em que o corpo de Eva Perón (1919-1952) foi velado antes de ser sequestrado pelos militares.

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