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Eleições EUA

FBI investiga ligações que pedem a eleitores que fiquem em casa

Autoridades  dos Estados Unidos têm alertado sobre pelo menos duas ações coordenadas de chamadas automatizadas durante as últimas horas de votação

Publicado em 03 de Novembro de 2020 às 17:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 nov 2020 às 17:10
Vista da Casa Branca na cidade de Washington DC nos Estados Unidos
Vista da Casa Branca na cidade de Washington DC nos Estados Unidos Crédito: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress
O FBI, uma das polícias federais americanas, está investigando uma série de ligações automáticas pedindo às pessoas que fiquem em casa nesta terça-feira (3), dia da eleição, afirmou a agência Reuters, citando um funcionário do Departamento de Segurança Interna dos EUA.
O FBI ainda não comentou.
Autoridades estaduais e locais dos EUA têm alertado sobre pelo menos duas ações coordenadas de chamadas automatizadas.
A CNN informou que um de seus funcionários da região de Atlanta recebeu uma dessas ligações, e um dos organizadores da eleição no estado de Nabraska está alertando eleitores para desconsiderar o telefonema. Ainda segundo a CNN, o número de origem parece ser falso, indicando que o responsável pelas ligações alterou os dados.
Especialistas que falaram à Reuters dizem que estão perplexos.
"Há um pouco de confusão sobre isso em todo o setor", disse Giulia Porter, vice-presidente da RoboKiller, uma empresa que combate o telemarketing e ligações automáticas e tem monitorado a ação desta.
"Olá. Esta é apenas uma chamada de teste. É hora de ficar em casa. Fique seguro e fique em casa", diz uma das chamadas. Porter disse que a ligação foi feita milhões de vezes nos últimos 11 meses ou mais, mas só hoje saltou para a 5ª ou 6ª posição na lista das principais ligações de spam.
"Esta chamada automática está sendo enviada em um volume muito alto", disse ela. Ela disse que sua empresa ainda está compilando números sobre a intensidade da campanha na terça-feira, mas estimou que "milhares ou dezenas de milhares" de pessoas receberam as chamadas.
O voto nos Estados Unidos não é obrigatório, e um dos maiores desafios dos candidatos é motivar os eleitores para saírem de casa. No mesmo sentido, tem se tornado cada vez mais comum que grupos partidários busquem desestimular potenciais eleitores adversários a irem até as urnas, seja de forma oficial, com exigências que dificilmente podem ser cumpridas, ou com esquemas de intimidação. O problema é conhecido nos EUA como "supressão de voto.

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