China adotará mais políticas para responder a efeitos do coronavírus

Autoridades do governo chinês disseram que o surto tornou especialmente difícil para milhões de pessoais mais pobres do país encontrar emprego este ano

Publicado em 16/03/2020 às 10h50
Atualizado em 16/03/2020 às 10h50
Pedestres usam máscaras de proteção nas ruas da cidade de Hong Kong, território chinês semiautônomo. Crédito: VINCENT YU / AP / ESTADÃO CONTEÚDO
Pedestres usam máscaras de proteção nas ruas da cidade de Hong Kong, território chinês semiautônomo. Crédito: VINCENT YU / AP / ESTADÃO CONTEÚDO

A China vai implementar mais políticas para compensar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que provocou uma queda brusca da atividade econômica, disse o porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país Mao Shengyong.

O NBS informou nesta segunda-feira, 16, declínios anuais de dois dígitos da produção industrial, do investimento em capital fixo e das vendas no varejo da China para os primeiros dois meses do ano.

"O baque à economia é de curto prazo e controlável", afirmou Mao nesta segunda-feira. Ele apontou que mais medidas fiscais poderiam ser adotadas devido aos níveis relativamente baixos de dívida do governo.

Mao previu que o desempenho econômico da China começaria a melhorar a partir de março e acelerar no segundo semestre, quando empresas e a produção atribuladas pelo vírus retornarem ao normal. "Nossa confiança em realizar as metas econômicas deste ano não mudou", disse Mao.

Economistas dizem que o desemprego provavelmente vai aumentar e fazer com que qualquer recuperação dos impactos do coronavírus seja ainda mais difícil, ao alijar consumidores de poder de compra sobre os quais a China tem dependido cada vez mais para crescer economicamente. 

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