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Morto a tiros

Brasil chama morte de candidato à Presidência do Equador de 'ato deplorável'

Itamaraty divulga nota em que lamenta assassinato de Fernando Villavicencio após ato de campanha

Publicado em 10 de Agosto de 2023 às 10:25

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 ago 2023 às 10:25
BRASÍLIA – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou na noite desta quarta-feira (9) o assassinato a tiros do candidato à Presidência do Equador Fernando Villavicencio.
Em nota, o Itamaraty manifestou "profunda consternação" diante da notícia da morte e classificou o ato de deplorável. "O governo brasileiro tomou conhecimento, com profunda consternação, do assassinato. Com a confiança de que os responsáveis por esse deplorável ato serão identificados e levados à Justiça, o Brasil transmite suas sentidas condolências à família do candidato e ao governo e ao povo equatorianos."
Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador, foi assassinado a tiros
Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador, foi assassinado a tiros Crédito: Instagram/fernandovillavicencioec
Na noite desta quarta, Villavicencio foi assassinado com três tiros na cabeça após participar de evento de campanha em Quito. Ele se reunia com simpatizantes de uma escola na capital quando foi atacado.
Na madrugada desta quinta (10), o presidente equatoriano, Guillermo Lasso, decretou estado de exceção no país. A medida, segundo o governo, visa a garantir a segurança das eleições gerais, em 20 de agosto.
"As Forças Armadas, a partir deste momento, mobilizam-se em todo o território nacional para garantir a segurança dos cidadãos, a tranquilidade do país e as eleições livres e democráticas em 20 de agosto", afirmou Lasso em discurso transmitido no YouTube. O presidente também declarou três dias de luto nacional "para honrar a memória de Villavicencio", descrito pelo presidente como um "patriota".
Villavicencio, um político de centro-direita e um dos grandes opositores do ex-presidente Rafael Correa, hoje autoexilado na Bélgica, ficou conhecido por denunciar casos de corrupção enquanto era jornalista investigativo e deputado. Segundo pesquisa recente do instituto Cedatos, ele estava em segundo lugar na corrida eleitoral, com 13,2%, atrás de Luisa González (26,6%), a única mulher na disputa e aliada de Correa.

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