Publicado em 6 de junho de 2023 às 18:05
- Atualizado há 3 anos
Após anúncio do plano que vai trazer de volta os novos carros “populares”, a produção mensal de veículos no país cresceu 27,4% em maio na comparação com o mês anterior. Em números, subiu de 179 mil para 228 mil unidades produzidas, de acordo com levantamento da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado nesta terça-feira (6), em coletiva de imprensa. >
O mês passado foi marcado por um período de transição no mercado em função do retorno das atividades das fábricas automotivas paralisadas, pelos quatro dias úteis a mais em maio em comparação a abril e, principalmente, pela expectativa gerada pelo anúncio da Medida Provisória (MP), que cria faixas de descontos para veículos populares, que vão de R$ 2 mil até R$ 8 mil, publicada ontem no Diário Oficial da União.>
Por outro lado, essa espera ocasionou um adiamento de compra de muitos consumidores desde a metade de maio. O resultado foi uma desaceleração do ritmo de vendas, mesmo após uma primeira quinzena positiva. As 176,5 mil unidades emplacadas no último mês representaram crescimento de 9,8% sobre abril e recuo de 5,6% sobre o mesmo mês do ano passado. >
Para o presidente da Anfavea, Marcio de Lima Leite, esse é um movimento natural no mercado e que, futuramente, pode servir de incentivo para as fabricantes oferecerem um preço mais acessível nos carros novos. “É esperado que o consumidor dê um passo atrás e fique na expectativa do que será anunciado para que ele tenha acesso ao seu carro de forma mais competitiva”, observa.>
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Além disso, ele sinaliza que a alta na produção resultou em um consequente aumento no estoque para atender a demanda do público. “A expectativa é que, a partir de hoje, o mercado tenha um crescimento considerável pela corrida dos clientes às concessionárias e montadoras para efetivarem as compras com os descontos que foram anunciados”, destaca.>
Comércio exterior
44,3 mil unidades foram exportadas em maio, com uma elevação de 30,4% sobre abril. No acumulado do ano, as exportações estão 4,2% abaixo de 2022, na contramão do desempenho acumulado de produção e vendas, que cresceram até maio 6,2% e 9,3%, respectivamente.
O vice-presidente e ministro da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou da coletiva e detalhou os planos de curto prazo para carros novos mais em conta, contemplados na MP 1.175, de estímulo ao ecossistema de leves para pessoas físicas e jurídicas de médio e grande porte (a partir do próximo dia 21) para veículos de até R$ 120 mil. >
Segundo Alckmin, os critérios para a contemplação dos créditos vão depender dos seguintes fatores:>
“Estamos muito otimistas com as respostas dos consumidores, com a preservação do emprego e com o fortalecimento da indústria automobilística, que representa 20% do setor de manufatura e emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas", ressalta o presidente da Anfavea.>
Pelas estimativas da entidade, cerca de 100 mil a 110 mil automóveis e comerciais leves deverão usufruir dos descontos antes do esgotamento do teto de R$ 500 milhões em créditos tributários disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. Isso deverá ocorrer em pouco mais de um mês, bem antes dos quatro meses de prazo estipulado pela MP 1.175. >
Para caminhões e ônibus, espera-se um prazo mais largo para o teto de R$ 1 bilhão, com venda atrelada à retirada das ruas e reciclagem de veículos pesados com mais de 20 anos de uso, para desconto de R$ 33,6 mil a R$ 99,4 mil, dependendo do produto.>
O presidente da Anfavea também vislumbrou o cenário automotivo com otimismo. “Agora vai haver uma disputa natural para ver quem consegue vender mais neste momento. A partir de hoje, as montadoras começam a brigar pelos seus clientes e para efetivar as vendas no menor tempo possível”, finaliza.>
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