Honda ADV combina agilidade das scooters e versatilidade das trails

Principal lançamento da marca japonesa em 2020 propõe ultrapassar fronteiras até então inalcançáveis às scooters de seu segmento

Publicado em 22/01/2021 às 16h44
Honda lança a scooter ADV
Cópia em miniatura da X-ADV, a pequena scooter apresenta linhas angulosas de suas carenagens para quem quer se destacar na multidão. Crédito: Honda/Divulgação

A nova scooter ADV chegou ao mercado brasileiro no último mês de dezembro, com preço público sugerido de R$ 17.490, mais o frete. Inspirada na X-ADV – scooter aventureira de 750cc lançada mundialmente em 2017 –, o novo modelo da Honda repete a proposta de conciliar a agilidade das scooters com a versatilidade de uma trail. Traz mecânica e chassi derivados da scooter “urbanoide” PCX, porém, apresenta design diferenciado, posição de pilotagem elevada e ciclística que causam inveja a muita moto de uso misto. A Honda aposta na versatilidade e na economia de combustível para o sucesso da ADV, que se propõe a permitir ao motociclista ultrapassar fronteiras até então inalcançáveis às scooters de seu segmento.

Cópia em miniatura da X-ADV, a pequena scooter apresenta linhas angulosas de suas carenagens para quem quer se destacar na multidão. Conta com para-brisa ajustável em dois níveis e há espaço para 27 litros sob o assento. Ou seja, cabe um capacete, luvas e outros pequenos objetos.

A scooter traz farol e setas em full-led, DLR (luz diurna na dianteira), painel digital com computador de bordo, freios ABS (na roda dianteira, de um canal), sistema Idling Stop, Smart Key (chave presencial) e tomada 12 V, que fica do lado esquerdo do anteparo da scooter (como na PCX).

Em termos de ciclística, a ADV conta com chassi berço duplo, como na PCX. Tem bom ângulo de cáster (semelhante ao da CG), guidão elevado e largo e garfo telescópico dianteiro com 130 milímetros de curso. Na traseira, conta com duplo amortecedor com reservatório a gás da grife Showa e mola de tripla ação com 120 milímetros de curso.

Honda lança a scooter ADV
A scooter traz painel digital com computador de bordo, sistema Idling Stop, Smart Key e tomada 12 V. Crédito: Honda/Divulgação

Os freios são a disco em ambas rodas – 240 milímetros de diâmetro na dianteira e 220 milímetros de diâmetro na traseira. As rodas são de liga leve e os pneus Metzeler Tourance são de uso misto sem câmara – 110/80-14 na dianteira e 130/70-13 na traseira. Em função do conjunto, a ADV tem 16,5 centímetros de vão livre em relação ao solo – a distância mínima do chão da PCX é de 13,7 centímetros. Já o peso seco é de 127 quilos (um quilo a mais do que a PCX ABS).

MOTOR

O motor da ADV é um monocilíndrico de 149,3 cm3, SOHC (Single Over Head Camshaft), quatro tempos, com injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection), arrefecido a líquido e com transmissão automática continuamente variável CVT (V-Matic). É basicamente o mesmo da PCX, mas com alguns ajustes no setup para deixar o modelo com mais torque em baixos e médios regimes de rotação. Produz 13,2 cavalos de potência a 8.500 giros e 1,38 kgfm de torque a 6.500 rpm.

Segundo dados aferidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em ciclo urbano, a scooter cravou 50,9 km/l. Na estrada, rodando a 80 km/h, a ADV apresenta boa eficiência energética: 34,2 km/l. O tanque de combustível tem capacidade para 8 litros. Ou seja, até 400 quilômetros de autonomia – no entanto, tudo depende da mão do piloto.

Honda lança a scooter ADV
As rodas são de liga leve e os pneus Metzeler Tourance são de uso misto sem câmara. Crédito: Honda/Divulgação

A Honda ADV 2021 tem garantia de três anos, sem limite de quilometragem, e chegou às concessionárias de todo o Brasil nas cores vermelho e branco perolizado. O preço sugerido é de R$ 17.490 (base Estado de São Paulo), não inclui despesas de frete e seguro. Só para comparar, as versões topo de linha da PCX (Sport/DLX ABS) tem preço de R$ 14.410, com frete não incluso. Ou seja, são R$ 3 mil de diferença em termos de tabela oficial da PCX para a ADV. No “mundo real”, o novo modelo deve beirar os R$ 19 mil como preço final ao consumidor.

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