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8 hábitos no volante que podem danificar o automóvel

Atitudes que até parecem inofensivas podem, na verdade, prejudicar o funcionamento do veículo e pesar no bolso do motorista na hora das manutenções corretivas

Publicado em 11 de Dezembro de 2020 às 16:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 dez 2020 às 16:04
Especialistas listam práticas que podem ajudar no funcionamento do automóvel e evitar danos ao desempenho do veículo.
Especialistas listam práticas que podem ajudar no funcionamento do automóvel e evitar danos ao desempenho do veículo. Crédito: Freepik
Donos de automóveis precisam estar atentos em relação aos hábitos no volante. Isso porque algumas práticas podem danificar peças ou prejudicar o desempenho do carro. Sendo assim, nada de pé na embreagem, carro na reserva ou marcha esticada. Para ter um automóvel funcionando bem é preciso ficar ligado em atitudes que até soam inofensivas, mas, no futuro, podem acabar pesando no bolso do motorista.
O primeiro passo é manter a manutenção do veículo em dia. Segundo o consultor automotivo Gabriel de Oliveira, o principal problema do condutor é esperar o desgaste de uma peça para efetuar a troca. “Para ter um carro funcionando bem é importante cuidar dele. Além disso, o cuidado faz com que o veículo seja mais valorizado numa futura venda ou troca”, explica.
De acordo com o gerente de serviços da CVC, Antonio Noberto,  boa parte desses problemas mecânicos podem ser evitados com uma rotina de manutenção no carro. “O motorista precisa se manter atento às revisões para ter confiabilidade no veículo. Com o sistema de funcionamento em dia ele pode ir para qualquer lugar”, destaca.
Se o reparo não acontece de forma preventiva, com certeza o motorista fará de forma corretiva. Por isso, especialistas listaram práticas que, ao evitá-las, podem ajudar a melhorar o funcionamento do automóvel e evitar futuros danos ao desempenho do veículo.

Não atentar para troca de óleo

Provavelmente o erro mais comum entre os motoristas e mais citado entre os especialistas. Isso porque o desgaste do disco de embreagem é aumentado, o que incentiva um esforço extra da marcha ao transmitir os comandos do motor para as rodas. “O simples fato de apoiar o pé já aciona esse sistema que, além de trabalhar de forma forçada, vai ter o tempo de vida útil reduzido”, comenta o diretor da Oficina Renova, Fábio Tessarolo.
Motoristas que têm esse costume saibam que é a hora de parar. Esse hábito pode danificar o alinhamento do carro ou até um ponto de solda da carroceria. “O jeito certo de se passar numa lombada ou valeta é de frente em baixa velocidade”, recomenda Gabriel de Oliveira. Ele ainda destaca que para carros rebaixados, os problemas podem aparecer mais rápido.
Além de danificar a borracha dos pneus, a estabilidade do carro pode ser comprometida. É importante manter uma periodicidade na calibragem para que o automóvel também não consuma mais gasolina. “O recomendável é calibrar sempre que abastecer. Geralmente, deve ser feito com o carro desligado e frio, mas isso é menos importante do que fazer pelo menos uma vez por semana”, comenta Fábio Tessarolo.
“A bomba é refrigerada pelo próprio combustível que quando fica em níveis muito baixos, pressiona o aumento da temperatura, podendo até queimar o componente”, explica o líder de oficina da Prime Hyundai, Vanderlan Rudio. Por isso, o especialista recomenda que a reserva do automóvel seja utilizada apenas em casos de emergência a fim de evitar uma pane seca.
O consultor automotivo Gabriel de Oliveira destaca que o correto é utilizar aditivo no radiador do carro. O uso de água no lugar pode enferrujar a motorização. “Também pode superaquecer o motor, o que leva ao empenamento da junta do cabeçote ou até mesmo fundir ele”, destaca.
Outro mau hábito super comum é estacionar o veículo encostando as rodas na calçada. Fábio Tessarolo explica que o pneu não aguenta esse tipo de impacto. “A parte lateral é mais macia e a de maior resistência é a que está em contato com o asfalto. Dessa forma, você pode acabar rompendo as cintas laterais dele”, revela.
De acordo com Antonio Norberto, muitos motoristas ao pararem em uma ladeira forçam o motor enquanto esperam o sinal abrir ou outro carro passar. “O ideal é parar, puxar o freio de estacionamento e aguardar”, orienta. Antônio também afirma que isso gera um desgaste prematuro no sistema de embreagem.
Além da perda das propriedades de lubrificação, o acúmulo de sujeira pode entupir dutos e elevar as temperaturas do motor. “Realizar uma troca de óleo com periodicidade é muito importante para a vida útil desse componente. Quando a validade vence, as características do líquido são perdidas e ele fica emborrachado. Nesses casos, os danos no motor podem ser sérios e perigosos”, revela Vanderlan Rudio.
* Vinícius Viana é aluno do 23º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão da editora adjunta Lara Rosado.

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