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Com o "mar perfeito", surfistas aproveitam ondas gigantes na Grande Vitória

Condições favoráveis fizeram com que os picos da Avalanche, em Vila Velha, e em Carapebus, na Serra, formassem ondas acima do comum, que podem ter chegado a 5 metros de altura

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/06/2021 às 13h13
Carapebus
As ondas no pico localizado em alto-mar oscilaram entre 4 e 5 metros neste domingo. Crédito: Hugo Caiado/DIvulgação

O fim de semana foi especial para os surfistas na Grande Vitória. As condições do tempo proporcionaram "ondas gigantes" em dois picos capixabas – o da Avalanche, em Vila Velha, e em Carapebus, na Serra. No último domingo (28), praticantes da modalidade aproveitaram e mandaram ver nos dois pontos.

Enquanto a Avalanche é mais conhecida e recentemente foi destaque nacional por ser o ponto da maior onda recente surfada no país, a ondulação no litoral da Serra é menos conhecida, mas não menos imponente, segundo o surfista Hugo Caiado, que mora na região e monitora há anos o mar do quintal de casa em busca da "onda perfeita".

"Já 'namoro' essa onda há mais de uma década e de uns anos para cá, por diversos motivos, tem ocorrido umas tempestades oceânicas que ajudam na formação destas ondas maiores. Acompanhando as previsões, haviam indícios de que este final de semana seria bom. Então, eu fiquei por aqui e o Lucas Medeiros comandou o surfe lá na Avalanche", pontuou Caiado.

ALTURA

Para chegar ao local exato, é necessário o apoio de moto aquática ou barcos, visto a distância delas para o litoral. Segundo Caiado, são quase 5 quilômetros entre o pico e a praia.

"Delimitar a altura de uma onda é difícil porque há muitas variáveis, mas no surfe dizemos que se ela passa da altura da cabeça, já é muito grande. Ali em Carapebus, estimo que tenha ficado entre 4 e 5 metros, o que já é muita coisa. Não é qualquer pessoa que consegue surfá-la, pois é uma onda muio potente e perigosa", explicou o veterano das pranchas.

Segundo ele, para surfar esse tipo de onda é preciso um aprendizado em vários aspectos, que vai desde treino de apneia para suportar as eventuais “vacas” e os caldos, pilotagem do jet ski, resgate e primeiro socorros. Para que o surfista ente em uma onda do tipo, é ideal que seja puxado e já a pegue em velocidade, desta forma evitando que o surfista seja engolido pela onda.

Com todos os cuidados tomados, o que se viu no final de semana foram tubos, aéreos e imagens de tirar o fôlego.

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