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Carol Solberg, do vôlei de praia, é proibida de disputar torneio por ter comemorado prisão de Bolsonaro

Carol Solberg, do vôlei de praia, é proibida de disputar torneio por ter comemorado prisão de Bolsonaro

Atleta não poderá participar da primeira competição da Federação Internacional em 2026, em João Pessoa

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 14:39

Carol Solberg em jogo contra suíças em Hamburgo
Carol Solberg em jogo contra suíças em Hamburgo Crédito: Divulgação

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi punida pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei) por ter feito declarações comemorando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma etapa do circuito internacional, em novembro do ano passado.

Conforme a pena estipulada, Carol não poderá participar do torneio Beach Pro Tour Elite, em João Pessoa, previsto para acontecer entre os dias 11 e 15 de março. A informação foi publicada inicialmente por Juca Kfouri em seu blog no UOL e confirmada pela Folha de S.Paulo.

Ao vencer a disputa pelo bronze ao lado da parceira Rebecca durante a etapa de Adelaide, na Austrália, Carol Solberg celebrou a prisão de Jair Bolsonaro.

"Sim, é um dia incrível para mim, estou muito feliz. Também foi um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da nossa história. Bolsonaro está preso, e isso é tão importante que a gente celebre", afirmou a atleta em inglês.

"Vamos comemorar! Bolsonaro na cadeia, galera", acrescentou em português.

Procurada, a assessoria informou que a atleta não se pronunciaria.

Carol Solberg teria infringido o artigo 8.3 do regulamento disciplinar da FIVB, que versa sobre a "conduta antiesportiva" praticada por atletas por insultos, gestos sinais ou linguagem ofensivas, demonstração de natureza não esportiva ou comportamento que traga descrédito ao voleibol e/ou à FIVB.

Essa não foi a primeira vez em que a jogadora fez críticas ao ex-presidente. Após também ficar com o bronze em etapa do circuito internacional em Saquarema, no Rio de Janeiro, em setembro de 2020, Carol disse: "Só para não esquecer: fora, Bolsonaro!".

"Não sou ativista, mas me sinto na obrigação de me posicionar e é lamentável e curioso que eu possa ser punida por exercer a minha liberdade de expressão contra esse desgoverno", afirmou Carol na ocasião.

O ato chegou a gerar uma nota de repúdio da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). A confederação ainda não se pronunciou sobre a punição da FIVB.

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