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O que saber antes de assinar o contrato de financiamento de imóvel

Cliente precisa organizar a vida financeira e tirar dúvidas com o banco

Publicado em 18/12/2020 às 15h50
Sonho de ter a casa própria é possível mesmo para quem não tem emprego de carteira assinada
Cliente deve ter noção das finanças pessoais e não ter vergonha de tirar dúvidas com o banco. Crédito: freepik

Comprar um imóvel à vista é quase impossível para a maioria dos brasileiros. Por isso existem tantas formas de diluir o pagamento da casa própria. O mais comum é o financiamento. Por se tratar de uma movimentação financeira de alto valor, é necessário ficar atento aos vários fatores que envolvem esse tipo de compromisso e não só a taxas de juros dos bancos.

Naone Garcia, membro do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), afirma que um dos pontos importantes antes de fechar um financiamento imobiliário é fazer um balanço das finanças pessoais. “As pessoas precisam ter em mente que é um custo na vida dela por 10, 15 anos. Elas têm que avaliar se vão conseguir se manter no mercado de trabalho por muito tempo.”

Como imprevistos acontecem, Garcia sugere uma reserva financeira que consiga manter o padrão de vida da pessoa por, pelo menos, um ano. Mas esse tempo varia de acordo com cada realidade. Outra dica do especialista é diminuir o tempo da dívida com uma entrada maior. “Se a compra do imóvel não for tão urgente assim, espere um pouco e junte mais dinheiro.”

A não organização do padrão de vida faz tomar decisões precipitadas no sufoco. “Muita gente pensa em vender o imóvel e passar o financiamento para o outro dono. Mas esse tipo de transição não é simples, principalmente em casos de emergências. Pode ser que no desespero a pessoa feche negócio com um valor abaixo do mercado e perca dinheiro”, explica Garcia.

NO BANCO

Hugo Gaspar, diretor de negócios e recuperação de ativos do Banestes, explica que a instituição financeira exige que o solicitante do crédito tenha mais de 18 anos e comprove ter renda suficiente para arcar com as prestações. “Há uma regra quase que universal entre os bancos de só deixar que o cliente comprometa 30% da renda com o financiamento.”

A renda é comprovada com contracheque e declaração do Imposto de Renda. Outros documentos necessários são: Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), comprovante de estado civil (certidão de casamento ou nascimento), certidão de ônus do imóvel e espelho cadastral do município em que ele está localizado. “Outros documentos complementares podem ser exigidos conforme peculiaridades”, completa Gaspar.

TAXAS DE JUROS

Gaspar comemora que hoje o Banestes pratica uma taxa competitiva de 6,20% ao ano + taxa referencial (TR). “O Brasil tem a menor Selic da sua história. Todos os bancos puxaram suas taxas de crédito para baixo.” Atualmente, o banco estadual financia até 90% do imóvel e divide em até 420 meses.

A Caixa Econômica Federal também reduziu as taxas do crédito imobiliário para pessoas físicas, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) desde o dia 22 de outubro. A linha de crédito tem taxa mínima de TR + 6,25% e máxima de TR + 8,00%, queda de até 0,50 ponto percentual. O banco estima conceder mais de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário do SBPE até o fim deste ano.

Porém, além dos juros, o cliente precisa ficar atento às letras miúdas do contrato. “A pessoa não pode ter vergonha de perguntar. Os bancos querem fazer mais vendas, então podem deixar algumas coisas implícitas. Mas eles não vão mentir nas respostas. Não feche um contrato com dúvidas. Faça perguntas, leia o contrato. Se tiver uma pessoa próxima para te auxiliar, peça ajuda”, finaliza o conselheiro do Corecon Naone Garcia.

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