Publicado em 28 de junho de 2021 às 17:06
Você sabe o que é “cringe”? Recentemente, a internet foi dominada por um embate entre gerações e a gíria, traduzida como “vergonha alheia”, ficou popular. Isso porque alguns hábitos, como usar calça skinny, partir o cabelo de lado e até tomar café da manhã, começaram a ser chamados de ultrapassados pelos mais jovens. Quando o assunto é decoração, o conflito dos millennials, nascidos entre 1980 e 1996, com a geração Z, do final dos anos 1990 a 2010, não para. Pensando nisso, Imóveis & Cia ouviu especialistas para descobrir quais itens da sua casa já podem ser considerados “cringe” e o que a nova geração mais valoriza no décor.>
“Para essa galera, o objetivo é não passar despercebido. Por isso, eles procuram transformar os ambientes em um espaço que reafirma a personalidade com quadros e muitos itens de decoração, que deixam em evidência suas crenças e estilo”, comenta a decoradora da Móveis Conquista, Adriana Lovatto. >
Segundo ela, é nesse ponto que as diferenças ficam mais evidentes. Se a geração Z valoriza móveis mais modernos, coloridos, práticos e versáteis, os millennials apostam em objetos vintage e em referências nostálgicas. >
“Preparar uma estante na sala com filmes clássicos e até criar decorações marcadas por discos de vinil e polaroids contribui para um resgate de memórias do passado e ajuda a trazer parte delas para os dias atuais, dando muito charme e elegância para qualquer ambiente”, aponta Adriana Lovatto. >
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Além disso, as novas organizações residenciais têm influenciado nessas tendências. Flávia Dadalto explica que diferente dos millennials, os jovens da geração Z cresceram em ambientes menores, porque a configuração dos apartamentos e casas tem diminuído ao longo dos anos. >
“Hoje, eles procuram por peças práticas e funcionais, porque é uma necessidade. A personalidade é sempre destacada entre itens fortes e sem apelo para a nostalgia. O vintage já é constrangedor para eles, porque eles gostam da tecnologia”, ressalta Flávia Dadalto.>
Entretanto, a arquiteta Luíza de Castro destaca que você não precisa mudar a decoração da sua casa apenas por ela ser considerada “cringe”. Mas é sempre bom dar uma renovada no ambiente. >
Ela enxerga essas novas tendências como produto de uma geração conectada virtualmente e durante o processo de amadurecimento é comum tentar imprimir a identidade no espaço que se faz parte. >
“A arquitetura residencial é obrigatoriamente afetiva. Quando não se tem uma casa que conta a sua história, ela fica impessoal. Isso é independente da geração. Todo mundo procura um ambiente que tenha a própria cara”, destaca Luíza de Castro. >
Segundo a arquiteta, uma das partes mais interessantes dessa discussão é como os gostos se renovam rapidamente. O minimalismo, que antes estava em alta, hoje já não é tão consumido. Por isso, reunimos algumas das principais tendências de decoração no mercado entre os mais jovens.>
Móveis práticos e coloridos
Móveis mais modernos, coloridos e versáteis têm conquistado os mais novos, que também valorizam a praticidade e o conforto em cada cantinho do espaço.
Sem minimalismo
Quanto mais personalidade no ambiente, melhor. A tendência minimalista já não combina mais com os jovens, que não gostam de passar despercebidos. Por isso, eles apostam em quadros e itens de decoração que traduzam os gostos individuais
Mas nada de nostalgia
Para a geração Z não tem nada mais “cringe” do que o vintage. Os mais novos não são tão ligados ao apelo emocional da nostalgia, porque ainda estão construindo algumas memórias. Então, objetos decorativos de filmes e animações já são ultrapassados.
LED é “cool”
Quando o assunto é jogo de luz, o mais indicado são as lâmpadas de LED. As iluminações incandescentes saíram de moda há algum tempo.
Decoração e tecnologia
A geração Z nasceu conectada, então quando o assunto é decoração eles valorizam a tecnologia. A tendência é de casas cada vez mais automatizadas e o uso de assistentes de voz para controle de iluminação e ambientes.
Imagens: Moveis Conquista/Divulgação. >
Fontes: Adriana Lovatto, Flávia Dadalto e Luíza de Castro. >
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