Publicado em 10 de março de 2026 às 15:26
- Atualizado há 16 horas
A inadimplência nas taxas de condomínio no Brasil encerrou o segundo semestre de 2025 em 11,66%, apresentando uma alta em relação aos 9,83% registrados no mesmo período de 2024, segundo a uCondo. Embora o índice tenha mostrado um leve recuo frente ao recorde histórico de 11,95% atingido na primeira metade de 2025, o patamar permanece elevado e gera pressão sobre o fluxo de caixa das administrações. >
A projeção da empresa é de que, em 2026, o índice permaneça em patamar elevado, ao redor de 11%. Para os condomínios, uma inadimplência próxima de 12% compromete a previsibilidade do caixa, dificulta o planejamento de despesas e pode pressionar reajustes na taxa para recompor a arrecadação.>
O levantamento, realizado pela plataforma de gestão uCondo com dados de 7 mil condomínios, considera inadimplentes as unidades com atrasos superiores a 30 dias. O movimento acompanha o cenário macroeconômico nacional: dados da Serasa indicam que 49,7% da população adulta brasileira finalizou o ano com dívidas em atraso, refletindo o endividamento das famílias.>
A média nacional do boleto condominial subiu para R$ 522 no segundo semestre de 2025, um aumento de 1,2% em relação ao semestre anterior. Desde o início da série histórica em 2022, o valor médio da cota subiu de R$ 413 para os atuais R$ 522, um incremento nominal de 26,3% em três anos.>
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A manutenção da inadimplência acima de dois dígitos compromete a execução de obras de melhoria e o cumprimento de contratos de manutenção e segurança. Léo Mack, especialista da uCondo, aponta que o cenário exige um planejamento orçamentário rigoroso. “A despesa média está crescendo de forma previsível, o que demanda revisão de contratos de serviços e o reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos aos condôminos”, afirma.>
Para 2026, a projeção é de que o índice de atrasos permaneça estabilizado em torno de 11%. O setor alerta que a cota condominial costuma ser um dos últimos itens a serem priorizados em orçamentos domésticos pressionados, o que pode levar a medidas de cobrança judicial e restrições internas para assegurar a saúde financeira dos empreendimentos.>
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