Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 14:42
- Atualizado há 3 horas
Mesmo com as altas taxas de juros, o financiamento imobiliário permaneceu em alta em 2025. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as contratações de crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e com recursos livres somaram R$ 324,4 bilhões em 2025. >
Esse valor é 3% maior do que foi contratado em 2024, totalizando 1,26 milhão de unidades, um volume 6% superior ao 1,18 milhão de imóveis registrados no ano anterior. Considerando apenas o SBPE, o valor financiado alcançou R$ 156,3 bilhões em 2025, representando queda de 13% sobre 2024. Já os financiamentos realizados com recursos do FGTS somaram R$ 137,6 bilhões, apresentando uma alta de 9% na mesma base de comparação. >
E para 2026, a perspectiva, segundo a Abecip, é de que os financiamentos imobiliários cresçam 16%, uma projeção consolidada de aproximadamente R$ 375 bilhões. Para os financiamentos com recursos da poupança, estima-se alta de 15%. A expectativa é de que o volume contratado com recursos do SBPE fique em torno de R$ 180 bilhões. >
Em relação ao FGTS, a previsão é de contratações na ordem de R$ 145 bilhões ao longo de 2026, de acordo com o orçamento do FGTS. A entidade também chamou a atenção para o crescimento da utilização de funding livre para os financiamentos imobiliários, sobretudo para a construção. Após crescer 246% em 2025, estima-se alta de 66% em 2026. >
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Apesar dessa perspectiva de alta nas contratações de financiamento, a captação líquida da poupança SBPE ficou negativa em R$ 62,98 bilhões em 2025. O saldo da poupança SBPE finalizou 2025 em R$ 766,5 bilhões, número 0,9% inferior a 2024. >
Segundo a Abecip, a manutenção de saques maiores que depósitos está relacionado, em parte, ao elevado patamar da Selic, que beneficia investimentos com rendimento atrelado ao CDI, em detrimento da remuneração da poupança que é atrelada a TR. >
Por sua vez, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) cresceram 39% em 2025, com R$ 270 bilhões emitidos, depois de um período de retração. De acordo com a Abecip, o aumento das emissões foi provocado pela necessidade de complementação dos recursos da poupança e pela redução gradual do prazo de carência, que caiu de 12 para 9 meses, e mais recentemente para 6 meses. >
Já o crédito como garantia de imóvel (CGI) teve contratações de R$ 11,5 bilhões em 2025, uma queda de 14,4% sobre 2024, quando as concessões foram muito elevadas e alcançaram R$ 13,4 bilhões.>
*Com informações da Abecip.>
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