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Caixa aposta no retrofit para ampliar financiamentos imobiliários

Caixa aposta no retrofit para ampliar financiamentos imobiliários

Compradores de unidades retrofitadas terão as mesmas condições de financiamento de uma habitação nova, incluindo subsídios e a possibilidade de uso do FGTS

Publicado em 14 de novembro de 2025 às 08:00

 - Atualizado há 2 meses

retrofit, reforma
As novas regras do MCMV, relançado em 2023, equiparam os imóveis que passaram por retrofit a imóveis novos para fins legais Crédito: Shutterstock

A Caixa Econômica Federal manteve a liderança no crédito imobiliário no 1º semestre de 2025, com 66,8% de participação de mercado e carteira de R$ 875,5 bilhões, alta de 11,7% em relação a junho de 2024, além de ser o principal operador do Minha Casa Minha Vida (MCMV), com mais de 99% de participação, segundo balanço divulgado pelo banco no mês passado.

A Caixa também aposta nos mecanismos de apoio ao retrofit para ampliar as contratações. Segundo Inês Magalhães, vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal, 45 projetos estão em andamento pela linha destinada à transformação de edifícios existente em empreendimentos habitacionais.

O foco é ter imóveis voltados ao Minha Casa Minha Vida em áreas centrais de grande centros urbanos. Hoje, a oferta ocorre nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Salvador.

As novas regras do MCMV, relançado em 2023, equiparam os imóveis que passaram por retrofit a imóveis novos para fins legais, superando um problema anterior que os tratava como usados e dificultava a venda. Isso garante que os compradores de unidades retrofitadas terão as mesmas condições de financiamento de uma habitação nova, incluindo subsídios e a possibilidade de uso do FGTS (fundo de garantia).

Para as construtoras, essa modalidade oferece diferenciais exclusivos em relação às linhas tradicionais de financiamento à produção de imóveis novos. Entre eles, a possibilidade de financiar a aquisição do imóvel original que será objeto de reforma, não se limitando apenas ao terreno, o que nas linhas tradicionais é restrito.

Outra vantagem é a antecipação de até 50% do valor total do financiamento, oferecendo um fôlego maior para o fluxo de caixa dos incorporadores, em contraste com o limite de 10% nas linhas convencionais. Magalhães afirma que o destino final do imóvel, após a requalificação, deve ser sempre residencial, permitindo a adaptação de espaços comerciais ou industriais em novas moradias.

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