Considerado um dos vinhos mais icônicos e prestigiados da América do Sul, e reconhecido no mundo inteiro, o Almaviva é resultado de uma parceria entre duas vinícolas de grande destaque no universo da bebida: a francesa Baron Philippe de Rothschild e a chilena Concha y Toro.
Quem está por trás desse rótulo tão emblemático é o enólogo francês Michel Friou, que mantém o padrão de excelência dos vinhos desde que assumiu sua produção, em 2017. O Almaviva já foi eleito o vinho da década pelo crítico americano James Suckling, e frequentemente figura entre as mais altas pontuações de rankings e concursos internacionais.
No Espírito Santo, o Almaviva é um vinho muito conhecido, e suas garrafas estão entre as mais desejadas pelos capixabas. Segundo dados da Vila Porto, que traz o rótulo para o Brasil, 20% do volume total de importação é comprado em nosso estado.
Para João Pedro Campos, diretor comercial da importadora, o sucesso desse vinho por aqui também se dá pela presença quase anual do enólogo Michel Friou na Grande Vitória. "Há muitos anos contamos com a presença do Michel, correspondendo à paixão dos capixabas pelo vinho. Essa paixão se comprova com uma média de consumo per capita bem mais alta que a dos demais estados", complementa.
Criado sob o conceito de chateau francês, o vinho tem corte ao estilo Bordeaux e predominância de Cabernet Sauvignon, uva que amadurece muito bem na região de Puente Alto, no Vale do Maipo, onde está localizada a vinícola.
O terroir com pouca chuva e solos rochosos e argilosos confere mineralidade ao vinho, além de proporcionar uma maturação mais lenta para a uva, o que conserva na bebida mais fruta, acidez e frescor - somados a uma boa estrutura tânica.
Bastante tradicional, o processo de colheita acontece de forma manual, o que preserva a qualidade da seleção das uvas utilizadas. Depois da fermentação em tanques de inox, o vinho ainda passa de 18 a 20 meses por barricas de carvalho francês (80% delas novas).
A safra comercializada no mercado atualmente é a de 2023, com um preço médio de R$ 1.800 por garrafa. Safras mais antigas variam de preço, podendo chegar a R$ 5 mil ou mais. É preciso considerar a longevidade do Almaviva, que tem muita estrutura para guarda e evolução.
Para conhecer a vinícola, é necessário realizar um agendamento prévio, apenas para grupos bem pequenos. Na época da vindima, entre março e abril, o passeio é sempre mais bonito, e nele é possível vivenciar o funcionamento de toda a bodega, desde a colheita até a vinificação. As experiências custam a partir de 130 dólares, e as reservas podem ser feitas pelo email [email protected].
Caro leitor,
Nádia Alcalde é colunista de vinhos e escreve neste espaço de forma colaborativa. Opiniões, análises e recomendações expressas em seus textos são de sua inteira responsabilidade e não refletem, necessariamente, o posicionamento editorial de HZ ou da Rede Gazeta.
Leia mais colunas de Nádia Alcalde