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Volta do revestimento estilo caquinho: saiba como explorar esse recurso em casa

Volta do revestimento estilo caquinho: saiba como explorar esse recurso em casa

Rusticidade e modernidade andam juntas quando este clássico das casas brasileiras dos anos 1940 e 1950 é aplicado com criatividade

Publicado em 14 de julho de 2023 às 09:30- Atualizado há 7 meses

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Esse estilo de caquinho tem menos a ver com o material usado, e mais com o efeito visual interessante e único que ele provoca
Esse estilo de caquinho tem menos a ver com o material usado, e mais com o efeito visual interessante e único que ele provoca. (Divulgação)

Um clássico da casa da vovó, com vocês: o revestimento de caquinho. Versátil, charmoso, rústico e autêntico, este ícone da decoração dos anos 1940 e 1950 está de volta. Profissionais explicam como você pode explorar esse recurso de forma criativa para criar padrões diferenciados em paredes e pisos do seu lar.

A técnica de revestimento caquinho, também conhecido como cacão ou maxi-cacos, é um estilo conceitual, inspirada da estética italiana do século XV, que se popularizou na arquitetura brasileira em meados do século passado.

É um revestimento cuja principal característica é o mosaico composto a partir de fragmentos de azulejos, cerâmicas, granitos ou mármores dispostos de forma aleatória. No entanto, a imaginação pode ir além. Além dos caquinhos, outros elementos mais e outros menos rústicos podem ser aproveitados, como pedras como a São Tomé e a Carijó. 

Além disso, essa aplicação pode estar presente em pisos ou paredes de áreas residenciais, comerciais, escritórios ou espaços públicos. 

As pedras São Tomé foram usadas com sofisticação no projeto de Larissa Villaschi
As pedras São Tomé foram usadas com sofisticação no projeto de Larissa Villaschi . (Divulgação)

O diretor da Composé, Carlos Marianelli, garante que o revestimento promete continuar relevante nos portfólios da maioria das marcas de pisos e azulejos. “Trata-se de uma aposta segura para quem deseja dar um upgrade no décor com referências de décadas passadas”, aponta.

Com ampla versatilidade de texturas e de formatos irregulares disponíveis, o revestimento caquinho provoca um efeito visual interessante e único, além de ser uma das tendências de resgate histórico na decoração. “Isso porque este revestimento proporciona um aspecto afetivo e artesanal único, conferindo originalidade aos espaços”, analisa.

A arquiteta Renata Modenesi concorda e defende que esse mosaico diferenciado ainda é um aspecto que promove a sustentabilidade na obra. “Imagine a quantidade de materiais desperdiçados todos os dias na construção civil? Adotando esse tipo de estilo, podemos fazer algo bonito com caquinhos que seriam jogados fora e contribuir para uma construção mais sustentável”, pontua.

A arquiteta Larissa Villaschi acrescenta que esses fragmentos reaproveitados de cerâmica para compor pisos, paredes e mosaicos são “uma forte tendência nos projetos de interiores e estão mais viva do que nunca. Quando associada ao reuso, o material reciclado é mais econômico e sustentável do que os materiais convencionais”, analisa.

Cuidados especiais

Para garantir a durabilidade e conservação desse revestimento, é importante fazer uma impermeabilização para evitar a absorção de umidade.

Já a limpeza deve ser feita conforme instrução da marca e com produtos adequados, evitando o uso de materiais abrasivos que possam danificar o produto.

Confira alguns projetos com revestimento caquinho:

No projeto Studio Bloco, a personalização do espaço se deu pelos recortes dos pisos em desenhos exclusivo
No projeto Studio Bloco a personalização do espaço se deu pelos recortes dos pisos em desenhos exclusivo. (Divulgação)

Na biblioteca, o porcelanato Ártico Alpe, da marca Eliane, deu um ar despojado e sofisticado ao ambiente.

Neste projeto Tamara Rodriguez Arquitetura, a marcenaria bege recebeu um toque especial com a parede de caquinhos
Neste projeto Tamara Rodriguez Arquitetura a marcenaria bege recebeu um toque especial com a parede de caquinhos. (Divulgação)

No living com varanda e no lavabo, foram utilizados o porcelanato Arenária Bege da marca Eliane, explorando várias possiblidades na parede e piso.

O Espaço Bossa, projeto assinado pelo Studio Bloco, explora uma parede, um balanço e muitas memórias
O Espaço Bossa explora os caquinhos que acompanham uma parede, um balanço e muitas memórias. (Yuri Panichi)

O Espaço Bossa, projeto assinado pelo Studio Bloco, busca resgatar características presentes na casa brasileira, como o forro em madeira e o piso de caquinhos cerâmicos da Eliane Revestimentos, em uma releitura contemporânea de cada elemento.

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