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Na Memória

Glória Eterna: relembre os títulos do Flamengo na Libertadores

O Rubro-Negro venceu as edições de 1981, 2019 e 2022, e agora enfrenta o Palmeiras em busca da Glória Eterna pela quarta vez em sua história

Publicado em 27 de Novembro de 2025 às 17:27

Vinícius Lima

Publicado em 

27 nov 2025 às 17:27
Flamengo campeão da Libertadores do 1981
Flamengo campeão da Libertadores do 1981 Crédito: Divulgação
A grande decisão da Copa Libertadores da América 2025 entre Flamengo e Palmeiras pode ser a maior final da história da competição. Isso porque, pela primeira vez, o Brasil terá, no próximo sábado (29), um time tetracampeão do principal torneio do continente, colocando frente a frente, a partir das 18h, os dois maiores expoentes do futebol sul-americano da década, e justamente na temporada que marca o ápice da rivalidade entre os clubes.
E pensando neste momento histórico do futebol brasileiro que A Gazeta preparou uma série de reportagens que contam a história, trajetória, análises e expectativas para ambos os times que entrarão em campo no Estádio Monumental, em Lima, capital do Peru, no próximo final de semana. Para isso, vamos iniciar resgatando a história do Flamengo e relembrar as três vezes que o time da Gávea conquistou a Glória Eterna.
Jogadores do Flamengo comemoram o título da Copa Libertadores 2019 após a vitória, de virada, por 2 a 1 diante do River Plate na final, no Estádio Monumental de Lima, no Peru,   na tarde deste sábado (23)
Jogadores comemorando o título da Copa Libertadores 2019 Crédito: ERNERSTO ARIAS/AP

1981 - Sob a benção de Zico

No dia 23 de novembro de 1981, o Flamengo levantava sua primeira taça da Copa Libertadores da América, com Zico, o ídolo rubro-negro, sendo o protagonista dos dois gols no jogo de desempate sobre o Cobreloa-CHI, em Montevidéu, no Uruguai. Esta, que foi a 22ª edição da competição, registrou um total de mais de 500.000 torcedores presentes nos seis jogos que o Flamengo disputou no Maracanã, sendo este o maior público da história de uma edição do torneio.
A fase inicial contou com cinco grupos com quatro clubes em cada. Flamengo foi líder da Chave 3, que também contava com o Atlético Mineiro, Cerro Porteño e Olimpia. A melhor equipe de cada grupo avançaria para a semifinal, totalizando cinco classificados e se juntando ao campeão da edição anterior (que se classificava diretamente às semis). Em caso de empate, as duas equipes fariam uma partida de desempate em campo neutro, e foi justamente o que aconteceu na chave.
Flamengo e Atlético empataram com 8 pontos e foram para o jogo decisivo no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, no dia 21 de agosto. A partida terminou aos 37 minutos do primeiro tempo, ainda com o marcador do placar em 0 a 0, por conta da expulsão de cinco jogadores atleticanos, dando o placar de 3 a 0 por W.O. em favor do time carioca. Já na semifinal, o Fla venceu os quatro jogos do Grupo A, sobre o Deportivo Cali e Jorge Wilstermann. 
A grande final foi decidida em três jogos. O primeiro foi realizado no Maracanã e ficou em 2 a 1 em favor do time da casa, com dois gols de Zico; o segundo foi disputado no Estádio Nacional, em Santiago, e terminou em 1 a 0 para o Cobreloa. O regulamento até então definia que uma terceira partida deveria ser feita em caso de empate no agregado, e o terceiro jogo foi realizado no Estádio Centenário, onde o Flamengo venceu por 2 a 0 sob a bênção de Zico, artilheiro do torneio com 11 gols, venceu pela primeira vez a Copa Libertadores da América.
Flamengo campeão da Libertadores do 1981
Flamengo campeão da Libertadores do 1981 Crédito: Divulgação

2019 - O predestinado

No mesmo dia 23 de novembro, mas 38 anos depois, o Flamengo saiu da fila e voltou a ser campeão da Copa Libertadores da América. O time carioca venceu o River Plate - o, até então, atual campeão do torneio - por 2 a 1, em uma das maiores viradas da história da competição, no Estádio Monumental de Lima, com a estrela de Gabriel Barbosa, o Gabigol, brilhando em favor do Rubro-Negro. Esta foi a primeira final do campeonato em formato de jogo único, modelo que segue até as edições atuais.
O Flamengo terminou a primeira fase como líder do Grupo D com 10 pontos, em um empate triplo com LDU e Peñarol, e passou em primeiro pelo saldo de gols. Após a conclusão desta fase, um sorteio definiu o chaveamento das equipes classificadas a partir das oitavas de final, que selecionou o Emelec como o adversário do Rubro-Negro. Depois de perder na ida por 2 a 0, marcando a estreia do técnico Jorge Jesus, o Flamengo buscou o empate na volta, levou o jogo para os pênaltis e se classificou com muita emoção.
Na sequência, o Fla enfrentou a dupla Gre-Nal. Nas quartas, o time carioca venceu o Internacional com um agregado de 3 a 1, após vencer em casa por 2 a 0 e arrancar um empate em 1 a 1 no Beira-Rio. Já nas sêmis, o Flamengo empatou mais uma vez em 1 a 1 no Sul, mas atropelou o Grêmio no jogo de volta, no Maracanã e aplicou a goleada histórica de 5 a 0, com gols de Bruno Henrique, Rodrigo Caio, Pablo Marí e dois do Gabigol. A campanha levou o Rubro-Negro a disputar a final no mesmo palco da decisão desta temporada, diante do River Plate.
O time argentino, hexacampeão da Libertadores, entrou ligado e balançou as redes logo aos 14 minutos, com o colombiano Rafael Borré. O jogo passou a ficar melhor depois da metade da segunda etapa até que, aos 43 minutos, Bruno Henrique  dribla na entrada da  área, passa para Arrascaeta que, de carrinho, cruza para Gabigol marcar o gol de empate. Três minutos depois, Diego Ribas lança uma bola ainda do campo de defesa que chegou a Gabriel. O camisa 9 disputou com os zagueiros do time argentino, ganhou e, de canhota, estufou o barbante pela segunda vez para tirar o grito de campeão da garganta de 40 milhões de flamenguistas.
Gabigol foi o artilheiro da Libertadores 2019 com nove gols
Gabigol foi o artilheiro da Libertadores 2019 com nove gols Crédito: Flamengo

2022 - Melhor campanha da história

No dia 29 de outubro de 2022, o Flamengo levantou a sua terceira e, até então, última taça da Copa Libertadores da América. O time carioca venceu o Athletico Paranaese por 1 a 0 no Estádio Monumental em Guaiaquil, no Equador, com, mais uma vez, Gabriel Barbosa decidindo para o Rubro-Negro. Esta foi a terceira final consecutiva entre dois clubes brasileiros, e a redenção do clube da Gávea, que havia sido vice-campeão para o Palmeiras um ano antes.
O Flamengo encerrou a fase como líder do Grupo H, com 16 pontos, em uma campanha invicta com cinco vitórias e um empate na chave com Talleres, e Universidad Católica e Sporting Cristal. O sorteio dos mata-matas colou o Tolima à frente do Flamengo nas oitavas de final, que foi atropelado com um placar agregado de 8 a 1, com Pedro marcando quatro vezes no jogo de volta, no Maracanã.
Depois, encontrou o Corinthians e passou com duas vitórias nas quartas de final, sendo um 2 a 0 em Itaquera e 1 a 0 no Rio de Janeiro. Na sequência, bateu o argentino Vélez Sarsfield nas semifinais, em mais um placar agregado elástico. O time brasileiro venceu na ida por 4 a 0 com outra atuação memorável de Pedro, que anotou um hat-trick, e carimbou o passaporte rubro-negro para a final após anotar um 2 a 1 no Maracanã.
Embora o Pedro tenha sido o grande nome da competição, eleito o Rei da América, a grande final foi decidida mais uma vez pelo camisa 9 da Gávea: Gabigol. Em um jogo moroso e tenso, as lágrimas de tristeza que foram derramadas um ano antes, deram lugar às de alegria quando, nos acréscimos do primeiro tempo, Everton Ribeiro fez uma excelente jogada pela direita e cruzou para Gabriel completar para dentro do gol. Este foi o quarto tento do artilheiro em finais de Libertadores, empatando com Zico na história do Fla, e colocando o time no seleto grupo de tricampeões do principal torneio do continente.
Flamengo comemora a conquista da Copa Libertadores de 2022
Flamengo comemora a conquista o tri da Libertadores, em 2022 Crédito: LibertadoresBR/Reprodução

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