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Refugiados da Venezuela em Iconha vivem novo drama após chuva

Em Iconha, famílias venezuelanas afetadas pela chuva recebem novamente o apoio e a solidariedade das pessoas para recomeçar

Publicado em 22/01/2020 às 22h02
Atualizado em 22/01/2020 às 22h02
Enfermeira venezuelana, Ana Mota, abrigada em paróquia de Iconha. Crédito: Reprodução/ Tv Gazeta Sul
Enfermeira venezuelana, Ana Mota, abrigada em paróquia de Iconha. Crédito: Reprodução/ Tv Gazeta Sul

Venezuelanos que buscaram refúgio em Iconha há quase um ano enfrentam uma nova crise. Três das oito famílias que moravam no centro da cidade perderam tudo na enchente que devastou o município. Novamente, eles recebem o apoio e a solidariedade das pessoas para recomeçar.

Com quatro filhos e o marido, a venezuelana Lerys Barsa, está abrigada na casa de vizinhos. Mesmo deixando o país em uma crise política e econômica, ela nunca imaginou passar por uma situação tão difícil. Móveis e colchões da casa onde viviam foram com a água. “Perdemos muita coisa e algumas conseguimos lavar. Mas com a família, nada aconteceu. Regina, a vizinha, quem nos ajudou a socorrer”, revela.

Lerys conta que a família na Venezuela ficou preocupada com as notícias que vinham do Brasil. Mas, hoje, revela que já fez contato com a família e os tranquilizou. “Bens materiais a gente recupera. Penso que hoje temos nossa vida e não aconteceu nada pior. É uma situação difícil, mas não impossível. Estamos recebendo ajuda, as pessoas aqui são muito solidárias”, contou Lerys.

Outras famílias de venezuelanos estão abrigadas no Salão Paroquial da Igreja Matriz Santo Antônio de Pádua. “Não podemos voltar. Não podemos mais habitar a casa novamente. Ficamos com trauma dessa coisa horrível que aconteceu”, contou Amariles Ugas.

Outra família abrigada pelos moradores é a enfermeira Ana Mota, que mesmo vivenciando outra situação complexa não pretende se mudar. “Não queremos sair. Iconha nos deu casa, material, vida, paz, tudo. Graças a Iconha temos a alegria que tínhamos no outro país”, afirma.

Em Iconha, 40 venezuelanos entre adultos e crianças foram recebidas com o apoio do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados – uma instituição da Companhia de Jesus que busca servir, acompanhar e defender migrantes refugiados.

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