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Reordenamento urbano

Reconstrução de cidades no Sul do ES passará por retirada de casas das áreas de risco

Ministro do Desenvolvimento Regional informou que residências que foram construídas em áreas de risco serão removidas e reconstruídas em outras regiões

Publicado em 26 de Janeiro de 2020 às 22:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jan 2020 às 22:38
Casa parcialmente destruída pela chuva que atingiu Vargem Alta Crédito: FoqueMe vídeos
Reconstrução de cidades no Sul do ES passará por retirada de casas das áreas de risco
A reconstrução das casas destruídas pelas chuvas, que atingiram os municípios no Sul do Espírito Santo, passará por um reordenamento urbano, segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Isto significa que, as residências que estavam em áreas de risco serão reconstruídas em locais diferentes de onde estavam originalmente.
"É essencial que se faça esse reordenamento territorial para que as unidades que estão em áreas de risco possam ser removidas e colocadas em outros lugares. Nós não podemos controlar a natureza, mas devemos fazer o máximo para que, em eventos climáticos adversos, a gente preserve a vida humana. E uma forma de fazer isso é retirando as famílias dessas regiões"
Gustavo Canuto - Ministro do Desenvolvimento Regional
Canuto ressaltou que o trabalho de reordenamento urbano, apesar de ser necessário, não é simples. "É claro que existe um custo elevado nisso e também uma questão social, porque você simplesmente não desloca as pessoas de onde sempre viveram, de uma hora para outra. Mas isso precisa ser trabalhado e é para isso que o governo federal está aqui. Precisamos juntos mudar essa realidade", destacou.
As casas que precisarão passar por esse plano de reordenamento urbano, segundo o ministro, são aquelas localizadas muito próximas aos rios, em regiões de encostas. Segundo Canuto, um mapeamento dessas áreas de risco será feito com ajuda do governo federal, para então elaborar um plano de modificações.
"O reordenamento urbano nas áreas de risco é uma das ações possíveis para minimizar os efeitos da ação da natureza, mas há outras ações que podem e precisam ser realizadas, como uma drenagem bem feita, desassoreamento e revitalização dos rios- para que comportem um volume maior- recuperação das margens, além de mais áreas verdes dentro das cidades. Tudo isso demanda tempo, dinheiro e boa vontade dos gerentes municipais, mas precisa ser feito para evitar que um desastre como esse cesse vidas humanas", pontuou. 

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