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Ruas vazias

Profissionais de saúde são assaltados na saída de plantões em Cachoeiro

Em Cachoeiro de Itapemirim, profissionais de saúde estão assustados com a onda de assaltos, principalmente na saída dos plantões dos hospitais durante a noite. Eles pedem mais segurança

Publicado em 06 de Abril de 2020 às 16:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 abr 2020 às 16:05
Enfermeira já levou coronhada de arma de bandido ao ir para trabalho
Enfermeira que foi rendida por um assaltante e levou uma coronhada na cabeça no caminho para o trabalho  Crédito: Reprodução/Tv Gazeta Sul
Além da preocupação com o trabalho devido à pandemia do novo coronavírus, os profissionais de saúde do Sul do Estado ainda precisam enfrentar outro problema: a violência. Em Cachoeiro de Itapemirim, estes profissionais estão assustados com a onda de assaltos, principalmente na saída dos plantões dos hospitais.
Com o isolamento social, as ruas de Cachoeiro estão vazias, principalmente durante a noite e é justamente nesse período do dia que são realizadas as trocas de plantão. Resultado: os profissionais da saúde estão com medo. Há menos de uma semana, uma enfermeira, que prefere não se identificar, foi assaltada quando ia para o trabalho.
“Dois caras que estavam de moto passaram direto e, no viaduto, contornaram e anunciaram o assalto. Pediram celulares, o que eu tivesse. Vi que a arma era de brinquedo, gritei e sai correndo”, conta a enfermeira.
Com outra enfermeira, a situação foi ainda pior. Além de levarem o celular os bandidos a agrediram. “Por duas vezes fui assaltada perto do serviço. Da primeira vez, apanhei. Ele (o assaltante) me deu uma coronhada na cabeça, fiquei mal. É uma sensação muito ruim, porque tem que vir trabalhar e cumprir com nossas obrigações. Não consigo tirar a imagem da cabeça”, revela.
Além das ruas próximas ao hospital, o ponto de ônibus também tem sido outro local inseguro. Os profissionais contam que os assaltantes fazem até arrastões. “Tá acontecendo vários arrastões no horário que saímos do serviço. Agente tem medo até de sair de casa para trabalhar. Queríamos que passasse mais guardas, policiais. Estamos a merce da bandidagem. Não tem ninguém nas ruas”, conta outra profissional de saúde.
Sobre os casos, a Polícia Militar disse que faz o patrulhamento preventivo com rondas em viaturas, mas lembra que não é possível estar em todo lugar ao mesmo tempo, e, por isso, em casos de suspeita ou ocorrência de crimes, pede que as pessoas chamem a polícia pelo 190. Afirmam ainda, que desta forma, podem enviar a viatura mais próxima para o local. Quem tiver denúncias pode fazer pelo 181 ou pelo site disquedenuncia181.es.gov.br.

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