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Em casa, idosos fazem aventais para profissionais de saúde no ES

Em isolamento social no município de Ibatiba, Dona Maria, 70 anos, e o marido de 85 anos fazem parte do grupo de voluntários. Ela conta que é muito bom poder contribuir

Publicado em 02 de Abril de 2020 às 13:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 abr 2020 às 13:50
Dona Maria, 70 anos, e o marido de 85 anos fazem parte do grupo de voluntários
Dona Maria, 70 anos, e o marido de 85 anos fazem parte do grupo de voluntários Crédito: Divulgação/Prefeitura de Ibatiba
Um grupo de voluntários de Ibatiba, na Região Sul do Espírito Santo, está aproveitando o tempo de isolamento social para costurar aventais e macacões para os profissionais de saúde que não podem ficar em casa e estão trabalhando no combate ao novo coronavírus no município.
A maioria dos voluntários é composta de idosos e trabalha com insumos doados pela sociedade e tecidos (TNT) entregues pela prefeitura. Quase 200 aventais já foram feitos e, agora, eles aguardam mais material para começarem a produzir macacões.
No total, são 16 voluntários trabalhando na produção, cada um em sua residência. Dona Maria, de 70 anos, e o marido Sinval, de 85 anos, fazem parte desse grupo. Ela conta que é muito bom poder contribuir enquanto estão fazendo o isolamento para cuidarem da saúde. “Para nós, é um prazer. Sabemos fazer e estamos fazendo com gosto. Queremos contribuir", diz.
Voluntários fazem aventais descartáveis para os profissionais da saúde em Ibatiba
Voluntários fazem aventais descartáveis para os profissionais de saúde em Ibatiba Crédito: PMI
A secretária da Saúde de Ibatiba, Nilce Florindo, explicou que o trabalho deles têm feito a diferença. “Estamos vendo uma escassez de matérias devido à grande demanda e a contribuição desses voluntários será muito importante, além de ser um gesto de carinho com as pessoas que estão encarando o problema", afirma. 
O projeto foi mobilizado e idealizado pela prefeitura e, segundo a coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social do município (Cras), Simone Emerick, o objetivo foi dar continuidade, mesmo de longe, ao serviço de convivência e aos trabalhos sociais.
“Eu fiquei super feliz de fazer parte desse projeto, principalmente nesse momento em que estamos precisando nos distanciar fisicamente das pessoas, foi uma forma de proximidade, de manter contato. Foi bom ouvir, principalmente dos idosos, como eles se sentiram importantes, contribuindo em algo tão essencial nessa situação de pandemia. Ficar em casa é muito difícil, mas ficar em casa sendo útil para sociedade, com certeza, alegra o coração!”, disse Simone.
Depois de prontos, os materiais são esterilizados e disponibilizados para os profissionais de saúde.

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