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Você já precisou ir a cartórios? A origem deles está na Bíblia

Especialistas apontam que sistema surgiu na Itália, mas que há menções aos cartórios até na Bíblia

Publicado em 28 de Outubro de 2019 às 06:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 out 2019 às 06:55
Homem usa equipamento para carimbar um documento Crédito: Shutterstock
Há quem veja os cartórios com certa reticência, associando-os a uma burocracia “que só tem no Brasil”. Não é bem assim, como frisa o cientista político italiano Adriano Gianturco, professor do Ibmec.
Ele diz, brincando, que a “culpa” pelos cartórios é da Itália. “O cartório é algo de origem italiana, vocês copiaram as coisas piores, a culpa é nossa. Aqui (no Brasil) é um pouco diferente da Itália porque é quase uma repartição pública, tem senha, fila. Na Itália, fisicamente, é como o escritório de um advogado, não tem tanto acesso do público, você marca horário, são encontros pontuais e para contratos maiores. É para venda de imóveis, óbito e testamento. Questões menores, como compra e venda de carro, é com escritura privada entre as duas partes. E reconhecimento de firma não existe”, conta.
Já o presidente do Colégio Notarial do Brasil, Paulo Roberto Gaiger Ferreira, afirma que a origem mais remota dos cartórios remonta a tempos ainda mais antigos, com menções até na Bíblia. “Estabelecerás juízes e notários em todas as cidades que o Senhor, teu Deus, te tiver dado, em cada uma das tribos, para que julguem o povo com equidade”, cita Ferreira, evocando o livro de Deuteronômio.
É fato, de acordo com ele, que o Império Romano criou a administração pública de modo geral, aí incluídos o modo de funcionamento dos cartórios. “Eram muito belicosos, sempre em campanha militar. O senhor que ia para a guerra deixava uma procuração e um testamento.”

PROVA DE ASSINATURA

Quanto aos procedimentos dos dias atuais, Ferreira comenta: “Porque tenho que provar que a assinatura é minha? O credor exige, quer se prevenir que a pessoa não faça assinatura falsa ou quer ter certeza que a pessoa é ela mesma. As pessoas preferem se certificar que não vai ter problema porque se der problema e tiver que entrar na Justiça com um incidente de falsidade vai demorar anos. Para evitar, prefere o reconhecimento de firma. Além do tempo que levaria na Justiça tem o custo com advogados”, lembra.
“Autenticação de cópia e reconhecimento de firma são procedimentos baratos no Brasil. No Japão, por exemplo, custa 110 dólares um reconhecimento de firma. Nos demais países é caro e por isso as pessoas utilizam pouco”, ressalta Ferreira. “Oitenta e oito países têm notariado igual ao nosso”, elenca.

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