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Vice-governadora do ES declara apoio a Lula e Casagrande prega união

Jacqueline Moraes deixou claro que incertezas no âmbito estadual não vão impedi-la de apoiar o projeto de PT e PSB para a disputa presidencial, com Lula e Alckmin. Casagrande discursou no evento defendendo o papel de Lula na reconstrução do país

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 29/04/2022 às 20h37
Vice-governadora do ES, Jacqueline Moraes (PSB), é abraçada por Lula em congresso do PSB
Vice-governadora do ES, Jacqueline Moraes (PSB), é abraçada por Lula em congresso do PSB. Crédito: Eduardo Meirelles

Em meio às incertezas do cenário estadual para a disputa ao governo, a vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes (PSB), deixou evidente que vai manter a coerência partidária e apoiar, na disputa presidencial, a dobradinha PT-PSB, com a chapa formada pelo ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB).

A declaração de apoio veio em fotos publicadas nas redes sociais da socialista de um “abraço fraternal” com Lula, durante congresso nacional do PSB realizado nesta quinta-feira (28), em Brasília. Em discurso durante o evento, o governador Renato Casagrande (PSB) afirmou que Lula tem “papel fundamental” na construção de uma unidade em defesa da democracia no país.

“Como dirigente partidária, não tenho como ter outra posição. O abraço do Lula foi muito fraternal. Em 2002, fui balançadora de bandeira na campanha dele. Fiz essa defesa quando era MEI durante a gestão dele e faço essa defesa hoje. Se a conjuntura nacional se mantiver com Geraldo Alckmin na vice, essa é a minha posição”, enfatizou Jacqueline sobre o apoio a Lula na disputa presidencial.

Enquanto na conjuntura nacional PT e PSB estão juntos, na disputa para governador do Estado os dois partidos defendem as pré-candidaturas do senador Fabiano Contarato (PT) e de Casagrande, que ainda não confirmou se disputará a reeleição. Ela é pré-candidata a deputada federal.

Para a vice-governadora, a indefinição na conjuntura estadual se deve à ausência de confirmação do atual governador sobre a candidatura à reeleição e, por isso, é natural e legítimo que todos os candidatos se coloquem.

“O partido entende como natural a pré-candidatura de Casagrande à reeleição. Mas ele ainda não tomou uma decisão pessoal. Tenho orgulho de fazer parte da gestão dele. Como dirigente partidária, defendo a construção de frente ampla, de dialogar com direita e esquerda para a reestruturação de todas as liberdades”, ressaltou a vice-governadora.

A vice-governadora ressaltou a discordância de falas recentes da presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, que fez críticas à pauta social na gestão atual. "Discordo da fala dela, mas isso não impede que eu mantenha a coerência partidária e apoie o projeto nacional", concluiu.

DISCURSO EM DEFESA DE CONSENSOS

Durante o discurso realizado em nome de todos os governadores socialistas, Casagrande não mencionou o nome do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), mas defendeu a construção de consensos para reconstruir o país. Para alguns ouvintes, as falas do governador também soaram como recados aos petistas capixabas.

“É urgente derrotar o autoritarismo, a incompetência e a mentira. Só vamos conseguir fazer isso se tivermos unanimidade, consensos entre nós. Temos de nos agarrar naquilo que nos une e não naquilo que nos diferencia, que nos desune. O país passa por um momento de degradação econômica, social, ambiental e moral. Para mudar essa realidade é preciso construir uma ação que possa nos levar adiante com um projeto de país que defenda a democracia, soberano, e que seja justo na área social”, frisou Casagrande.

Renato Casagrande (PSB)

Governador do Espírito Santo

"Nessa construção, o presidente Lula tem um papel fundamental, pela sua liderança, por já ter sido presidente desse país e por conhecer com profundidade esse país. Ele tem um papel por ser o candidato dessa unidade que estamos apresentando neste congresso. Geraldo Alckmin tem a sua importância pelo papel que já exerceu e que exercerá"

Para Casagrande, Lula e Alckmin são duas lideranças importantes, que terão capacidade de liderar e debater temas fundamentais da reconstrução do país, mas todos devem participar. 

"Esse é um trabalho de todos nós, lideranças e filiados de partidos democráticos que querem de fato construir um Brasil melhor para todos os brasileiros. O PSB está ajudando dando esse passo para construir esse novo caminho", discursou o socialista.

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