O ex-prefeito também foi convidado a participar de uma espécie de "bate-bola" para responder, objetivamente, sobre premissas do bolsonarismo. Uma delas abordou a confiabilidade das urnas.
Pazolini argumentou não ter aptidão em tecnologia para dar uma resposta definitiva, mas reconheceu que, por ter sido eleito três vezes (uma para deputado estadual e duas para prefeito), a urna "deve ter algum grau de confiança".
Perguntando sobre se houve tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, o candidato não disse sim ou não sobre os atos daquele dia, mas sustentou que as decisões judiciais relacionadas aos participantes não teriam sido equilibradas. Para Pazolini, houve excesso na aplicação das penas, algumas se sobrepondo a crimes, segundo ele, mais graves.
O candidato ao governo do Espírito Santo ainda foi indagado sobre a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, enquanto esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022. Para Pazolini, Moraes extrapolou atribuições, pois, segundo previsão da Constituição Federal, quem investiga não poderia também julgar.
No entanto, o ex-prefeito preferiu não tecer comentários sobre uma eventual cassação de Moraes. Em sua opinião, essa competência é do Senado Federal, e caberá à futura bancada tomar a decisão.
Ao ser indagado sobre o enfrentamento a crimes virtuais, Pazolini fez menção à necessidade de recomposição dos quadros da Polícia Civil. Ele afirmou que há defasagem e, além da convocação daqueles já aprovados em concurso, defende a realização de novo processo de seleção.
Com mais policiais, o republicano também sugere uma "força-tarefa", reunindo integrantes de outras instituições, como Ministério Público e Polícia Federal, para combater a prática criminosa. Pazolini disse, ainda, acreditar na estratégia de letramento digital voltada aos idosos, público mais frequentemente alvo dos golpes digitais.
Ao republicano, foi lembrado na sabatina que o município de Vitória, desde o ano em que ele assumiu a prefeitura, perdeu participação na fatia do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), saindo de 15,8% para 9,8% (projeção para 2027).
Diante das perdas também previstas para o Espírito Santo com a reforma tributária, o candidato foi perguntado sobre como será sua atuação para estimular a economia.
Na avaliação do ex-prefeito, o caminho é o investimento em turismo, já que a reforma vai ser benéfica para quem tem maior público consumidor. Para aumentar o consumo, acrescentou, é necessário atrair visitantes, uma vez que a população capixaba é pequena em comparação a outros Estados.
Pazolini reforçou políticas adotadas em Vitória que, segundo ele, contribuem para as atividades turísticas na Capital. Afirmou que pretende, caso seja eleito, adotar a mesma prática no Espírito Santo.
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