No ES, Lira diz que Maia "nunca viu motivo" para impeachment

Líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL) é o candidato de Bolsonaro para presidir a Câmara e minimiza percalços do governo no combate à pandemia de Covid-19

Vitória
Publicado em 25/01/2021 às 22h28
Deputado federal Arthur Lira (PP-AL) em reunião com deputados do ES na Findes
Deputado federal Arthur Lira (PP-AL) em reunião com deputados do ES na Findes, em Vitória. Crédito: Jackson Gonçalves/Assessoria Evair de Melo

Líder do Centrão e apoiado por Jair Bolsonaro (sem partido) para presidir a Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) minimizou, nesta segunda-feira (25), os percalços do governo federal no combate à pandemia de Covid-19 e até avaliou como positiva a situação do Brasil em relação à vacinação contra a doença. Em visita ao Espírito Santo, o deputado não respondeu, diretamente, se pautaria ou não um pedido de impeachment contra o presidente da República, mas deixou uma dica: lembrou que o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), "tem 57 pedidos na gaveta" e não colocou nenhum em votação. 

O deputado se reuniu, em Vitória, com políticos e empresários capixabas. O encontro foi articulado por um dos vice-líderes de Bolsonaro na Câmara, Evair de Melo (PP). Além de encontrar os deputados federais, Lira também esteve com o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), e com o prefeito de VitóriaLorenzo Pazolini (Republicanos). O governador Renato Casagrande (PSB) foi convidado, mas devido a um conflito de agendas não compareceu.

"Temos 57 pedidos de impeachment na gaveta do Maia. E ele, muito ponderado, muito equilibrado em toda a sua gestão, com um acirramento maior agora, nunca viu um motivo concreto que justificasse a abertura. Então, eu não quero me posicionar sobre esse assunto porque a ele cabe, enquanto presidente, decidir sobre essas ações, não ao candidato", afirmou Lira, ao ser questionado pela reportagem sobre o tema.

O líder do Centrão está em campanha pelo Brasil e tem como principal adversário Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado por Maia. A eleição, que vai ser realizada no dia 1º, é com voto secreto. Lira deve ser a escolha da maioria dos dez deputados federais do Espírito Santo.

A atuação do governo federal na pandemia, principalmente em meio ao caos vivenciado em Manaus e ao atraso na aquisição de vacinas, além do fim do auxílio-emergencial, tem agravado a situação do mandatário e até movimentos de direita começam a se articular pelo impedimento de Bolsonaro.

Lira não criticou a atuação do governo, afirmou que "ninguém no mundo tem uma receita para o coronavírus" e que em Manaus o sistema público hospitalar "já trabalhava no limite".

Ele minimizou os tropeços do Planalto e considerou ainda que o Brasil está "bem" se comparado a outros países.

"Tem vários países que não começaram a vacinação, o Japão, por exemplo. A Argentina começou antes e está atrás do Brasil numericamente, temos aqui um SUS muito solidificado, temos que fortalecer esse intuito, trabalhar para diminuir a temperatura mais uma vez", afirmou.

PARA O ES

Sobre pautas mais afeitas ao Espírito Santo, Lira disse que o Estado seria beneficiado, como o restante do país, pela aprovação de reformas econômicas. "Aqui no Espírito Santo o que deve preponderar são temas de infraestrutura e reformas. Essas estarão na pauta no primeiro semestre no Congresso Nacional", garantiu.

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