O senador Marcos do Val (Podemos-ES) retornou às atividades nesta terça-feira (1º) no Congresso Nacional. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do parlamentar. Foram 41 dias afastado, desde o pedido de licença médica no dia 21 de junho.
Um dia antes, ele teve um mal-estar em seu gabinete e chegou a ser atendido pelo serviço médico do Senado. Em seguida, solicitou sua saída da Comissão Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos.
Do Val é alvo de inquérito por suspeita de prática de ao menos cinco crimes. Entre eles, estão a divulgação sem justa causa de conteúdo de documento particular ou confidencial e e golpe de Estado.
Em 19 de julho, Marcos do Val depôs por cerca de 5 horas, na Polícia Federal, sobre um suposto plano para dar um golpista revelado por ele mesmo, em fevereiro deste ano. A trama envolveria a tentativa de gravar o ministro Alexandre de Moraes e torná-lo suspeito para julgar alguns casos, de modo a anular as eleições presidenciais e impedir a posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em junho, o senador capixaba foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF, em endereços ligados a ele em Brasília (DF) e Vitória. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na Capital Federal, as buscas ocorreram no apartamento funcional ocupado por Do Val e no gabinete dele no Senado. Dois celulares do parlamentar também foram apreendidos pela Polícia Federal.
A autorização judicial para a realização da ação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Também foi determinado o bloqueio das redes sociais do senador.